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Cadernos de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0102-311Xversão On-line ISSN 1678-4464

Resumo

LEAL, Danielle Biazzi et al. Características individuais e tipo de escola predizem o índice de massa corporal das crianças brasileiras: uma análise multinível. Cad. Saúde Pública [online]. 2018, vol.34, n.5, e00053117.  Epub 28-Maio-2018. ISSN 0102-311X.  https://doi.org/10.1590/0102-311x00053117.

O estudo teve como objetivo medir a contribuição das características individuais do aluno e da escola à variabilidade dos escores-z do índice de massa corporal (IMC) em crianças brasileiras entre 7 e 10 anos de idade. Foram analisados dados antropométricos e sociodemográficos de dois estudos trnasversais conduzidos com escolares da segunda à quinta série de Ensino Fundamental (n = 2.936 em 2002 e n = 1.232 em 2007). A modelagem multinível foi utilizada para estimar as variações de IMC em nível individual e de escola. A contribuição do contexto escolar à variabilidade global do escore-z do IMC foi pequena, porém significativa, em 2002 (3,3%-4,4%) e em 2007 (2,4%-5,3%), mostrando que alunos de escolas particulares tinham IMC mais alto, comparado ao dos alunos de escolas públicas. A renda familiar mensal mostrou uma associação negativa com o escore-z do IMC em 2002 e uma associação positiva em 2007, para ambos sexos. O consumo de doces mostrou efeito negativo sobre o IMC das crianças. Em ambos estudos, filhos de mães com sobrepeso/obesidade e alunos com história de excesso de peso ao nascer mostraram associação positiva com o escore-z do IMC. Em ambos estudos, o estado nutricional materno mostrou influência maior sobre a variabilidade global do IMC. Em conclusão, as características da escola e do aluno contribuíram para a variância no IMC da criança. Os resultados sugerem que, para serem mais eficazes, os programas de prevenção de sobrepeso/obesidade na infância devem focar em estratégias com participação da família.

Palavras-chave : Criança; Índice de Massa Corporal; Transição Nutricional; Saúde Escolar; Análise Multinível.

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