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Cadernos de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0102-311Xversão On-line ISSN 1678-4464

Resumo

GORGULHO, Bartira Mendes et al. Qualidade do almoço e condições sociodemográficas entre as macrorregiões brasileiras. Cad. Saúde Pública [online]. 2018, vol.34, n.5, e00067417.  Epub 28-Maio-2018. ISSN 0102-311X.  https://doi.org/10.1590/0102-311x00067417.

O estudo teve como objetivo avaliar a qualidade do almoço consumido por adultos brasileiros e os determinantes sociodemográficos em cada macrorregião brasileira, com delineamento transversal e uma amostra representativa das populações regionais. A amostra incluiu 16.096 adultos, participantes do Inquérito Nacional de Alimentação, um componente da Pesquisa de Orçamentos Familiares. A qualidade do almoço foi avaliada através do main meal quality index (MMQI), com 10 itens de pesos iguais que resultaram em um escore que variava entre zero e 100 pontos. Nas análises, modelos de regressão linear mediram a associação entre a qualidade do almoço e fatores sociodemográficos. O consumo energético médio no almoço foi 704kcal (DP = 300), e o escore médio da qualidade do almoço foi 57 pontos (DP = 0,30). A Região Norte teve o pior MMQI (56 pontos, DP = 0,07), enquanto o Centro-oeste teve o melhor MMQI ajustado (59 pontos, DP = 0,05). O escore final do MMQI mostrou associação positiva com o gênero masculino e idade de 20-39 anos, e associação negativa com escolaridade de oito anos ou mais, renda per capita de pelo menos três salários mínimos e consumo de refeições preparadas fora de casa. Apesar das diferenças entre fatores sociodemográficos, em todas a macrorregiões brasileiras os adultos consumiam um almoço rico em alimentos com alto teor de açúcar e gordura e com porções insuficientes de frutas e verduras, resultando em um almoço de baixa qualidade alimentar.

Palavras-chave : Almoço; Comportamento Alimentar; Refeições; Indicadores Demográficos.

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