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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

versión impresa ISSN 0102-6720

Resumen

NASSIF, Denise Serpa Bopp et al. Efeito da fisioterapia contra-resistida com relação à massa corporal magra em pacientes no pós-operatório de cirurgia bariátrica. ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2011, vol.24, n.3, pp. 218-225. ISSN 0102-6720.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202011000300008.

RACIONAL: Cálculos metabólicos e de atividade física são realizados a partir do tecido ativo presente no corpo, conhecido como massa corporal magra, que resulta da soma da massa magra isenta de gordura com a gordura essencial. A cinesioterapia é a musculação terapêutica que auxilia na força e flexibilidade. OBJETIVOS: No paciente submetido a tratamento cirúrgico para obesidade mórbida: 1) avaliar o efeito da fisioterapia contra-resistida na massa magra; 2) avaliar os fatores associados às variações de massa corporal magra com tratamento fisioterapêutico; 3) comparar o grupo de pacientes que perdeu com o que ganhou massa magra com o tratamento fisioterapêutico, analisando as co-morbidades que interferiram para esses resultados. MÉTODO: Foram incluídos 100 pacientes operados pela técnica de Fobi-Capella, ou derivação em Y-de-Roux, sem anel e divididos em grupo A composto por pacientes que perderam massa corporal magra nos dois períodos avaliados (entre 30 dias e três meses e entre três meses e seis meses) e o grupo B pelos demais pacientes que apresentaram ganho de massa corporal magra em pelo menos um dos períodos avaliados. A coleta de dados foi realizada através do Protocolo Eletrônico Multiprofissional em Cirurgia Bariátrica e Metabólica com Ênfase em Fisioterapia, identificado pela siga SINPE© (Sistema Integrado de Protocolos Eletrônicos). Os pacientes realizaram avaliação fisioterapêutica pré-operatória e foram acompanhados no período pós-operatório em quatro fases: na internação hospitalar, submetidos à musculação terapêutica em 30 dias após a operação, aos três meses e aos seis meses do pós-operatório. RESULTADOS: Houve diferença significativa entre as três avaliações (p<0,001). Ao comparar a de 30 dias com três meses, foi observada perda de massa corporal magra com significância estatística (p<0,001). Da mesma forma, entre 30 dias e seis meses (p<0,001). Entretanto, o período entre três meses e seis meses não apresentou resultado com significância (p<0,612), demonstrando tendência à manutenção de massa corporal magra. CONCLUSÕES: A fisioterapia contra-resistida auxiliou na manutenção da massa corporal magra entre os períodos de três meses e seis meses; 2) homens idosos, diabéticos e dislipidêmicos perderam mais massa magra, sendo que o tempo de obesidade, doenças cardiovasculares e ortopédicas não interferiram nas variações de massa magra; 3) os grupos A e B não apresentaram diferenças significativas tanto para ganho como para perda em relação às doenças cardiovasculares e ortopédicas; porém, pacientes com diabete melito e dislipidemias encontravam-se mais no Grupo A.

Palabras llave : Fisioterapia; Obesidade Morbida; Protocolos eletrônicos.

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