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ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720On-line version ISSN 2317-6326

Abstract

SOBRADO, Carlos Walter  and  SOBRADO, Lucas Faraco. MANEJO DA COLITE ULCERATIVA AGUDA GRAVE: ATUALIZAÇÃO TERAPÊUTICA. ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2016, vol.29, n.3, pp.201-205. ISSN 0102-6720.  http://dx.doi.org/10.1590/0102-6720201600030017.

Racional:

A colite aguda grave é emergência médica, potencialmente letal e o seu tratamento permanece ainda nos dias de hoje um desafio para o clínico e cirurgião. A corticoterapia intravenosa introduzida no arsenal terapêutico na década de 50 permanece como primeira linha de tratamento, e nos pacientes refratários a tal medida, a terapia de resgate pode ser com medidas clínicas ou colectomia de urgência.

Objetivo:

Avaliar os resultados da terapia de resgate medicamentosa (ciclosporina, infliximabe e tracolimus), suas indicações e resultados, e sugerir um guia prático para abordagem clínica.

Métodos:

Foi realizada revisão na literatura utilizando as bases Medline/Pubmed, Cochrane Library, Scielo, e informações adicionais em sites institucionais de interesse cruzando os descritores: colite aguda grave, colite fulminante e tratamento.

Resultados:

O tratamento da colite aguda grave tem evitado a colectomia em 60- 70% dos casos, desde que iniciado precocemente e com acompanhamento multidisciplinar. A ciclosporina intravenosa apesar de seus efeitos adversos, tem sido indicada naqueles casos mais graves com risco iminente de colectomia, pela sua rapidez de ação, meia-vida curta, e não aumentar os riscos de complicações cirúrgicas. A terapia com infliximabe tem sido reservada para os casos menos graves e naqueles em uso ou já expostos a imunossupressores (AZA/6-MP). A facilidade terapêutica, seus bons resultados a curto e médio prazo, a possibilidade de terapia de manutenção e também por agir como "ponte" para ação de imunossupressores (AZA/6-MP) tem recentemente favorecido a indicação de biológicos. A colectomia fica reservada para casos que não apresentaram resposta a terapia de resgate após cinco a sete dias de tratamento e nas complicações (megacólon tóxico, hemorragia profusa e perfuração).

Conclusõe

s: Os pacientes com boa resposta à terapia de resgate e não submetidos à operações de urgência, deverão ser considerados para terapia de manutenção com azatioprina, sendo procedimento cirúrgico indicado para casos selecionados.

Keywords : Colite aguda grave; Proctocolite; Megacólon tóxico; Terapêutica..

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