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Revista Brasileira de Farmacognosia
Print version ISSN 0102-695X
Abstract
SANTOS, Fabio V. dos et al. Mutagenicidade de duas espécies do gênero Alchornea avaliadas através de ensaios com Salmonella microssomo e teste do micronúcleo. Rev. bras. farmacogn. [online]. 2010, vol.20, n.3, pp. 382-389. ISSN 0102-695X. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2010000300015.
Algumas espécies de plantas do gênero Alchornea (Euphorbiaceae) são conhecidas por apresentarem as atividades biológicas: antioxidante, antifúngica, antiinflamatória, antibacteriana, citotóxica para células tumorais e inibidoras da replicação dos vírus HIV-1 e HIV-2. São também amplamente usadas na medicina popular na America do Sul e África. No Brasil, Alchornea castaneaefolia Willd. A. Juss. e Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. são usadas para tratamento do reumatismo, artrite e dores musculares. Devido ao uso medicinal dessas plantas e o potencial risco do seu consumo indiscriminado, no presente trabalho foi avaliada a atividade mutagênica dos extratos metanólico e clorofórmico das folhas, empregando o teste do micronúcleo in vivo e o teste de Ames. Os resultados mostraram que o extrato clorofórmico não apresentou mutagenicidade, porém, o extrato metanólico de A. castaneaefolia foi mutagênico para a linhagem TA98 de Salmonella typhimurium e o extrato metanólico de A. glandulosa para as linhagens TA98 e TA97a. O extrato metanólico de ambas as espécies também apresentaram mutagenicidade positiva nos ensaios in vivo na maior concentração usada. Os prováveis agentes mutagênicos envolvidos foram a quercetina aglicona e amentoflavona presentes em ambas as espécies.
Keywords : Alchornea; micronucleo; teste de Ames; mutagenicidade; planta medicinal.












