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Psicologia & Sociedade

versão impressa ISSN 0102-7182

Resumo

MELLO, Ricardo Pimentel. Corpos, heteronormatividade e performances híbridas. Psicol. Soc. [online]. 2012, vol.24, n.1, pp. 197-207. ISSN 0102-7182.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-71822012000100022.

Maneiras de viver, muitas vezes, são naturalizadas como se houvesse uma forma predeterminada de corpo feminino ou masculino, nos remetendo vivência de nossos corpos como inertes, em oposição à alma imortal e ativa. Os corpos são qualificados como materialidades biológicas, sendo experimentados como provas de nossa sexualidade e da existência de gêneros e aqueles que não se acomodam a essas normalizações são tratados como "abjetos". O movimento feminista se opôs as pressupostas diferenças biológicas entre homens e mulheres utilizando o conceito de gênero, mas o sexo permaneceu como categoria básica e o corpo como matéria inerte. Como não sucumbir a perspectivas binárias e dicotômicas? Como fazer de nossas vidas experimentações que ousem transbordar as normalizações histórico-culturais? A partir de estudos queer propõem-se corpos como vibráteis, estranhos, formados e dobrados em redes, uma instigação de resistência à ação de isolamento do que se considera abjeto como consequência da biopolítica.

Palavras-chave : estudos queer; performatividade; corpos vibráteis; relações de gênero.

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