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Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular

versão impressa ISSN 0102-7638

Resumo

CIONGOLI, Wagner et al. Tratamento do canal arterial persistente em neonatos prematuros: análise de 18 casos. Rev Bras Cir Cardiovasc [online]. 1993, vol.8, n.4, pp. 282-292. ISSN 0102-7638.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76381993000400006.

A presente investigação tem o propósito de analisar, retrospectivamente, os resultados obtidos em 18 pacientes neonatos prematuros, submetidos a operação para oclusão da PCA, no período entre julho de 1990 e dezembro de 1993 (42 meses), sendo 12 (66,6%) pacientes do sexo feminino, com idade que variou entre 10 e 44 (20,8±8,3) dias, idade gestacional entre 26 e 28 (27,2±0,9) semanas. No dia da operação o peso dos pacientes esteve compreendido entre 700 e 1380 (985,8±181,6) gramas. A insuficiência respiratória aguda ocorreu em todos os pacientes sendo a principal indicação cirúrgica, estando em 6 (33,3%) pacientes associada à insuficiência cardíaca congestiva. A indometacina endovenosa foi utilizada no período pré-operatório em 9 (50%) pacientes na tentativa de se obter o fechamento farmacológico, sem sucesso, do canal arterial e apesar de não influenciar nos resultados pós-operatórios, apresentou como principal efeito secundário a redução significativa da diurese (p<0,001), que se normalizou após quatro dias do uso da droga. A técnica operatória empregada foi a toracotomia póstero-lateral esquerda trans-pleural com fixação de três ou quatro clipes metálicos para oclusão do canal arterial. O exame ecocardiográfico pré-operatório, realizado em 15 (83,2%) pacientes, mostrou que a relação entre o diâmetro do átrio esquerdo/aorta estava aumentada em todos os pacientes, sendo observado em 4 (22,2%) com até 30 dias da operação e apenas 1 (55%) paciente com quatro meses após a operação, evidenciando tendência de normalização da função cardíaca. Um (5,5%) paciente apresentou reabertura do canal arterial no pós-operatório imediato, sendo submetido à reoperação para ligadura do canal. Não foi observada diferença significativa no tempo necessário de intubação orotraqueal (IOT) (p=0,586) bem como do tempo de permanência com fração inspiratória de oxigênio (FIO2) < 40% e > 40% < 60% no período pré e pós-operatório (p=0,841 e p=0,692, respectivamente), mas com redução significativa do tempo de permanência com FIO2 > 60% (p=0,033). O período de internação hospitalar variou de 43 a 157 (96,0±24,8) dias. Não houve mortalidade operatória, observando-se ainda baixa morbidade com este método. As causas de óbito, no período pós-operatório, não estiveram relacionadas com o tratamento cirúrgico. Pode-se concluir que a ligadura cirúrgica da PCA, nos pacientes neonatos e prematuros, é método eficaz e seguro podendo ser praticado com baixa morbidade e mortalidade.

Palavras-chave : persistência do canal arterial [cirurgia].

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