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Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular

versão impressa ISSN 0102-7638

Resumo

LIMA, Ricardo Carvalho et al. Avaliação hemodinâmica intra-operatória na cirurgia de revascularização miocárdica sem auxílio da circulação extracorpórea. Rev Bras Cir Cardiovasc [online]. 2000, vol.15, n.3, pp. 201-211. ISSN 0102-7638.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382000000300002.

OBJETIVO: Analisar o comportamento hemodinâmico do coração na revascularização do miocárdio sem a utilização da circulação extracorpórea, através da cateterização da artéria pulmonar com cateter de San-Ganz. MATERIAL E MÉTODOS: No período de agosto de 1991 a junho de 1999, foram operados 616 pacientes portadores de angina do peito, que foram submetidos a revascularização do miocárdio sem a utilização da circulação extracorpórea. Em 18 pacientes foram estudados os parâmetros hemodinâmicos intra-operatórios. RESULTADOS: A freqüência cardíaca manteve-se elevada durante todos os momentos de posicionamento do coração (p=0,0007). O débito cardíaco ao longo do procedimento apresentou variação mínima nos diversos momentos de posicionamento do coração e exposição das artérias coronárias. Entretanto, com o coração na posição normal final, observou-se um aumento importante do débito cardíaco (p=0,010). A pressão arterial média apresentou-se diminuída em todos os momentos do procedimento de exposição das artérias coronárias (p=0,022). A pressão arterial pulmonar apresentou-se diminuída durante todos os momentos de mobilização (NS). A pressão capilar pulmonar oscilou bastante durante a exposição das coronárias (NS). A pressão venosa central comportou-se de maneira mais variada durante a exposição das artérias (NS). A resistência vascular sistêmica apresentou-se diminuída durante todo o procedimento (p=0,0001). A resistência vascular pulmonar apresentou-se diminuída em todos os momentos do procedimento (p=0,002). O "stroke volume" apresentou-se inalterado durante a anastomose da interventricular anterior e só se observaram diferenças estatísticas na coronária direita (p=0,002) e artéria circunflexa (p=0,0006) e seus ramos. O índice cardíaco apresentou-se diminuído durante o procedimento (p=0,0011). CONCLUSÕES: A) A técnica presente permite a mobilização máxima do coração sem indução de instabilidade hemodinâmica. B) A melhora de alguns parâmetros de hemodinâmica ao final do procedimento pode ser justificada: 1) devido à resposta à revascularização miocárdica; 2) decorrente da liberação de catecolaminas após a manipulação do coração nas diversas posições; 3) decorrente da liberação de mediadores vasoativos depois da tração prolongada do pericárdio.

Palavras-chave : Revascularização miocárdica [métodos]; Coração [fisiopatologia]; Circulação extracorpórea; Hemodinâmica; Período intra-operatório.

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