SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.21 issue1Carotid endarterectomy in conscious patientEvaluation of the interference of oral tolerance in the rejection of avascular allogeneic heart grafts to mouse ears author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular

Print version ISSN 0102-7638

Abstract

PINTON, Fábio Augusto; CARVALHO, Cecília Freire de; MIYAZAKI, Maria Cristina de Oliveira Santos  and  GODOY, Moacir Fernandes de. Depressão como fator de risco de morbidade imediata e tardia pós-revascularização cirúrgica do miocárdio. Rev Bras Cir Cardiovasc [online]. 2006, vol.21, n.1, pp. 68-74. ISSN 0102-7638.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382006000100013.

OBJETIVO: Avaliar a presença de sintomas de depressão no pré-operatório, no pós-operatório imediato (POI) e pós-operatório tardio (POT) de pacientes com indicação eletiva de cirurgia de revascularização do miocárdio e seu impacto na morbidade pós-operatória imediata e tardia. MÉTODO: Cinqüenta e oito pacientes internados na Enfermaria de Cirurgia Cardíaca para realização de operação eletiva de revascularização do miocárdio responderam ao Inventário de Depressão de Beck, antes da operação (fase I), antes da alta hospitalar (fase II) e três meses após a alta (fase III). A média de idade dos pacientes foi 61,2 (34 a 78 anos; DP:10,1), 34 (58,6%) eram homens, 31 (55,4%) com infarto prévio, 35 (62,5%) com fração de ejeção maior que 40% e 19 (33%) diabéticos. RESULTADOS: Doze (20,7%) pacientes apresentaram sintomas de depressão na fase I, 13 (23,6%), na II e 4 (9,8%), na III. Dezoito (31,0%) pacientes apresentaram complicações no POI, 17 (34,0%), no POT. Complicações no POI ocorreram com maior freqüência em pacientes mais velhos (idade superior a 65 anos; p=0,003), com pelo menos três vasos revascularizados (p=0,001) e com depressão na fase I (p=0,011). Quando estas variáveis foram associadas às complicações presentes no POT, houve significância para o sexo feminino (p=0,006) e depressão na fase II (p=0,008). Pacientes do sexo feminino apresentaram mais sintomas de depressão durante a internação (p=0,04). CONCLUSÃO: Idade superior a 65 anos, sexo feminino, pelo menos três vasos revascularizados e sintomas de depressão durante a internação mostraram-se associados a maior número de complicações no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio. Pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio devem ser avaliados em relação à depressão e tratados se necessário, uma vez que esta pode estar associada a complicações no pós-operatório.

Keywords : Coronariopatia; Depressão; Revascularização miocárdica.

        · abstract in English     · text in English | Portuguese     · pdf in English | Portuguese