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Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery

versão impressa ISSN 0102-7638

Resumo

ABBASZADEH, Monir. O impacto da doença da artéria carótida nos resultados de pacientes submetidos à revascularização miocárdica. Rev Bras Cir Cardiovasc [online]. 2011, vol.26, n.2, pp.258-263. ISSN 0102-7638.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382011000200017.

OBJETIVO: Embora a taxa de complicação geral tenha diminuído significativamente em anos recentes, o acidente vascular cerebral é uma complicação grave após operações de revascularização do miocárdio. O objetivo deste estudo é avaliar a influência da doença da artéria carótida nos resultados de pacientes submetidos à operação de revascularização do miocárdio (CABG). MÉTODO: Em um estudo de coorte retrospectivo, 1.978 pacientes submetidos à revascularização do miocárdio foram estudados no Shariati Hospital, entre abril de 2002 e março de 2006. Os pacientes que tiveram apenas substituição da valva ou um procedimento sem revascularização do miocárdio foram excluídos do estudo. Como parte da avaliação pré-operatória, foram realizados exames com ultrassonografia Doppler dupla (dúplex) de artéria carótida. Na estimativa do grau de estenose das artérias carótidas, foram considerados critérios de mensuração de imagem de ultrassom e de velocidade. Os pacientes foram classificados em três grupos: aqueles sem estenose significativa (moderada) da artéria carótida interna, grupo A; aqueles com estenose significativa (grave), grupo B; e aqueles com oclusão (crítica) da artéria carótida interna, grupo C. Finalmente, todos os dados foram analisados usando-se o programa SPSS. Análises estatísticas foram realizadas usando-se os testes do qui-quadrado, exato de Fisher e t de Student. RESULTADOS: Dos 1.978 pacientes submetidos à revascularização do miocárdio, 1.938 eram do grupo A, 30 do grupo B e 10 do grupo C. Os resultados das avaliações mostraram que as taxas de acidente vascular cerebral perioperatórias foram de 1,2% (24 pacientes) no grupo A, 0,4% (oito pacientes) no grupo B e 0,3% (seis pacientes) no grupo C (P < 0,0001). Além do mais, as taxas de mortalidade perioperatórias para os grupos A, B e C foram 0,1% (dois pacientes), 0,3% (cinco pacientes) e 0,4% (sete pacientes), respectivamente (P < 0,0001). CONCLUSÃO: O acidente vascular cerebral e a mortalidade em pacientes submetidos à revascularização do miocárdio aumentam quando há oclusão da artéria carótida interna.

Palavras-chave : Artéria Carótida Interna; Dissecação; Acidente Vascular Cerebral; Oclusão de Enxerto Vascular.

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