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Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
versão impressa ISSN 0102-7638
Resumo
FARSKY, Pedro Silvio et al. Fatores de risco para infecção de ferida esternal e aplicação do escore da STS em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica. Rev Bras Cir Cardiovasc [online]. 2011, vol.26, n.4, pp. 624-629. ISSN 0102-7638. http://dx.doi.org/10.5935/1678-9741.20110054.
FUNDAMENTO: A infecção de ferida operatória esternal após cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) é uma grave complicação. Identificar pacientes com risco elevado é fundamental para introdução de medidas de preventivas. OBJETIVO: Identificar os fatores de risco pré e intra-operatórios, avaliar o escore de risco da STS e correlação entre o escore e os microorganismos isolados em ferida operatória em hospital brasileiro. MÉTODOS: Análise retrospectiva de um banco de dados prospectivamente coletado de todas as CRM realizadas em centro único, no período de 2006 a 2008. Teste do qui-quadrado foi utilizado para variáveis categóricas e teste t-Student, para variáveis quantitativas. Modelo multivariado por regressão logística foi utilizado para identificação de fatores de risco independente para infecção de ferida esternal. P<0,05 foi considerado significativo. RESULTADOS: A incidência de infecção foi de 7,2% (143/1975). Na regressão múltipla, identificamos os seguintes fatores de risco: sexo feminino (OR 2,06; IC95%; 1,40-3,03; P<0,001), IMC>40 kg/m2 (OR 5,38; IC95%; 2,24-12,90; P<0,001), diabetes (OR 2,33; IC95% 1,56-3,49; P<0,001), número de artérias coronárias acometidas (OR 2,06; IC95%; 1,40-3,03; P<0,001) e uso bilateral de artéria torácica interna (OR 3,44; IC95% 1,89-6,26; P<0,001). Os pacientes infectados apresentaram média de escore da STS de 9 versus 7 nos não infectados (P<0,001). Não houve correlação entre microorganismos, escore e fatores de risco. CONCLUSÃO: Sexo feminino, diabetes, IMC>40 kg/m2, número de artérias coronárias acometidas, uso bilateral da artéria torácica interna foram associados a maior risco de infecção. O escore de risco da STS pode ser aplicado com sucesso, não havendo correlação entre microrganismos, escore e fatores de risco em nossa instituição.
Palavras-chave : Infecção; Fatores de risco; Mediastinite; Revascularização Miocárdica.












