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Fontes sagradas e profanas de esperança para uma sociedade pós-moderna

Este artigo tenta avaliar - criticamente - algumas das expressões sagradas e profanas de esperança identificáveis hoje em muitas sociedades contemporâneas "pós-modernas", onde, como descreveu recentemente certo filósofo da religião, "todas as estruturas de descrição narrativa incorporadas em sua história e sua interpretação foram dissolvidas nos ácidos da modernidade". Atenção especial é dada a quatro contextos distintos, mas interligados, nos quais "estratégias para a esperança" específicas podem ser identificadas e avaliadas, tanto na teoria como na prática. São eles: 1) Regeneração urbana e desenvolvimento comunitário - simbolizar e assegurar a esperança de um futuro urbano viável; 2) O imperativo ecológico - otimizar a esperança para a perpetuação do "Planeta Terra"; 3) A ressacralização do profano - reinvestir a teoria social secular "pós-religiosa" com normas e valores ostensivamente religiosos; 4) O imperativo estético - utilizar as artes visuais, tanto as de elite como as populares, como mecanismo de transformação social e pessoal. Os quatro estudos de caso incorporam fontes explícitas de "esperança" para as pessoas, as comunidades e as sociedades do século XXI. No entanto, os quatro também demonstram como a "distância cognitiva" entre "é" e "deveria ser", entre "retórica" e "realidade" permanece tão visível, intratável e aparentemente permanente como sempre. Desse modo, a reconstituição da "esperança" no epicentro normativo do pensamento e da ação pós-modernos, embora seja uma possibilidade teórica, pode revelar-se na prática pouco mais do que uma "esperança de esperança".

Religião; Sociedade; Esperança; Urbano; Comunitário


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