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Fisioterapia em Movimento

versão impressa ISSN 0103-5150

Resumo

ALMEIDA, Priscilla Pereira de  e  MACHADO, Lívia Raquel Gomes. A prevalência de incontinência urinária em mulheres praticantes de jump. Fisioter. mov. [online]. 2012, vol.25, n.1, pp. 55-65. ISSN 0103-5150.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502012000100006.

INTRODUÇÃO: A incontinência urinária (IU) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como qualquer perda involuntária de urina. Ela exerce múltiplos efeitos sobre as atividades diárias, interações sociais e percepção da saúde. A literatura afirma que a prática de atividades físicas de alto impacto e esforço pode comportar-se como um fator de risco para a IU. OBJETIVOS: identificar a prevalência de IU em um grupo de mulheres praticantes de jump. MATERIAIS E MÉTODOS:Estudo transversal quantitativo descritivo, com amostra de 32 voluntárias que responderam a questionário sobre antecedentes obstétricos e prática da atividade física e à tradução do International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF). RESULTADOS:Houve relato de perdas urinárias em 37,5% das entrevistadas. A média de idade das mulheres que referem incontinência foi de 31,58 anos (DP ± 9,39). As mulheres com filhos tiveram 1,2 mais chances de apresentar IU do que as nulíparas. As que fazem jump três ou mais vezes por semana apresentaram 2,45 mais chances de apresentar IU. Nas que sentiam vontade de urinar durante o jump, a chance de IU foi seis vezes maior. 62,5% das entrevistadas referiram nenhum impacto na qualidade de vida, e a atividade física foi apontada como situação mais comum de IU. CONCLUSÃO: Existe incontinência urinária nas praticantes de jump investigadas, multíparas e nulíparas, em jovens, durante a prática de jump e em outras ocasiões, apontando a necessidade de estudos mais abrangentes sobre a temática.

Palavras-chave : Soalho pélvico; Incontinência urinária; Mulheres; Exercício.

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