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Nova Economia
versão impressa ISSN 0103-6351
Resumo
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos; GONZALEZ, Lauro e LUCINDA, Cláudio. Crises financeiras nos anos 1990 e poupança externa. Nova econ. [online]. 2008, vol.18, n.3, pp. 327-357. ISSN 0103-6351. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-63512008000300001.
Ao contrário do que afirma a análise econômica convencional, a causa principal das crises financeiras dos países emergentes dos anos 1990 e início dos anos 2000s começando pela do México (1994) e terminando com a da Argentina (2001) não foi fiscal, mas a decisão dos governos de promover o crescimento com poupança externa, isto é, com déficits em conta corrente. Como a taxa de câmbio tem outros determinantes além da absorção interna, o pressuposto dos déficits gêmeos com frequência não é válido. Essas foram de balanço de pagamentos e se caracterizaram por elevados déficits em conta corrente e forte aumento da dívida externa e/ou por forte aumento do déficit em conta corrente, que levaram os credores a se persuadirem que o problema do país era ou de liquidez ou de solvência, ou ambos, e decidirem, subitamente, suspender a rolagem da dívida externa do país. Um teste econométrico substancia a hipótese do trabalho.
Palavras-chave : crise financeira; crise de balanço de pagamentos; poupança externa; taxa de câmbio.












