SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.22 número1Internet na promoção da saúde: um instrumento para o desenvolvimento de habilidades pessoais e sociaisTrabalho em equipe no contexto da reabilitação infantil índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Physis: Revista de Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 0103-7331

Resumo

BARROS, Guilherme Santiago de; MENESES, José Newton Coelho  e  SILVA, José Ailton da. Representações sociais do consumo de carne em Belo Horizonte. Physis [online]. 2012, vol.22, n.1, pp. 365-383. ISSN 0103-7331.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312012000100020.

O presente estudo objetivou identificar as representações sociais do consumo de carne em Belo Horizonte, MG, adotando-se a metodologia qualitativa. Foram feitas entrevistas semiestruturadas com 34 frequentadores do Mercado Central de Belo Horizonte, as quais foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo. Verificou-se que, majoritariamente, o gosto pela carne é representado como uma construção cultural e que ela ocupa o papel central das refeições, servindo, inclusive, de elemento para coesão social. O hábito de abstinência da carne no período da Quaresma mostrou-se esvaziado do significado original, perpetuando-se como simples tradição ou norma católica. Observou-se que a carne vermelha em várias ocasiões tem a ela atribuída, exclusivamente, o significado de "carne". Quanto à saúde, houve grande diversidade de representações, sendo o consumo de carne representado como saudável ou não saudável dependendo da circunstância. Igualmente, quando em evidência seu preço, ela transitava de item necessário para opcional. A carne foi fortemente identificada como fonte de proteína e a carne branca considerada mais saudável que a vermelha. A de porco foi representada como gordurosa e potencial transmissora de doenças. As representações sociais do consumo da carne, em geral, mostraram-se independentes das representações dos animais de produção. Espera-se dos profissionais de saúde a consideração da complexidade e importância do fator cultural do consumo da carne para não correrem o risco de suas ações serem pautadas num tecnicismo reducionista. Os resultados obtidos também podem ser úteis tanto para a indústria da carne quanto para defensores do seu não consumo.

Palavras-chave : consumo de carne; representações sociais; pesquisa qualitativa.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · pdf em Português