SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.27 issue2Evaluation of different sources of protein on the initial performance of south american catfish larvae Rhamdia quelenInduction of malolactic fermentation in Gewürztraminer wine author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Abstract

AVILA, Larissa Dias de  and  DAUDT, Carlos Eugenio. Indução da fermentação maloláctica em vinho tinto com a cultura láctica viniflora oenos. Cienc. Rural [online]. 1997, vol.27, n.2, pp. 325-330. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84781997000200026.

A fermentação maloláctica é responsável pela redução da acidez total, muitas vezes elevada em vinhos tintos jovens, ao mesmo tempo que proporciona maior estabilidade biológica e complexidade de aroma e sabor. No Estado do Rio Grande do Sul, a fermentação maloláctica se torna uma necessidade devido a freqüente elevada acidez das uvas, no entanto a indução por inoculação bacteriana não tem sido prática comum. Este trabalho teve como objetivo principal avaliar o comportamento de uma cultura láctica na indução da fermentação maloláctica, em relação as bactérias nativas. Um mosto da Vitis vinífera Cabernet Sauvignon foi vinificado e inoculado com a cultura comercial de Leuconostoc oenos, Viniflora Oenos, em diferentes níveis de açúcar residual: 34,1 - 13,8 - 1,7 e 1,5g/l. As inoculações, com duas repetições, foram comparadas com a fermentação maloláctica espontânea (controle). A degradação do ácido málico foi acompanhada através de cromatografia em papel. Os ácidos orgânicos foram determinados através de cromatografia líquida de alta eficiência. Foram também analisados os açúcares redutores (AR), °Brix, pH, acidez total e álcool. Os vinhos inoculados no estádio 34,1 g/l AR fermentaram em 14 dias,enquanto os controles levaram em média 28,5 dias. Nos estádios com 13,8 e 1,7g/l AR, Viniflora Oenos completou a degradação do ácido málico em torno de 13 e 11 dias, enquanto os controles levaram 20,5 e 16,5 dias, respectivamente. No estádio 1,5g/l AR, os vinhos inoculados e os controles não demonstraram diferença significativa e fermentaram entre 8 e 10 dias. Viniflora Oenos completou a fermentação maloláctica em menos tempo que o controle, demostrando que a inoculação pode ser realizada antes do término da fermentação alcoólica com bons resultados. Na maioria dos tratamentos, não houve diferença significativa na produção de ácido acético entre a cultura e o controle. O comportamento dos ácidos málico, acético, láctico, pirúvico e tartárico foi demonstrado.

Keywords : ácidos orgânicos; cultura láctica; Leuconostoc oenos; mosto; vinho.

        · abstract in English     · text in Portuguese     · pdf in Portuguese