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Ciência Rural

versão impressa ISSN 0103-8478

Resumo

MORAES, Carla Pedroso de  e  FOERSTER, Luis Amilton. Toxicidade e controle residual de Plutella xylostella L. (Lepidoptera: Plutellidae) com Bacillus thuringiensis Berliner e inseticidas. Cienc. Rural [online]. 2012, vol.42, n.8, pp. 1335-1340. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782012000800001.

Larvas de Plutella xylostella L. são as principais pragas de crucíferas cultivadas e o uso excessivo e indiscriminado de inseticidas tem levado a resistência da espécie para diferentes grupos de inseticidas. Este trabalho foi conduzido para comparar a toxicidade de duas formulações de Bacillus thuringiensis para larvas de primeiro e terceiro ínstar de P. xylostella. Concentrações entre 125 e 500g 100L-1 de água do produto comercial foram avaliadas e comparadas com o inibidor do crescimento diflubenzuron e com o piretroide deltametrina. A eficiência dos inseticidas foi comparada em plantas tratadas e mantidas dentro e fora da casa de vegetação. Larvas de terceiro ínstar foram mais suscetíveis a B. thuringiensis do que larvas de primeiro ínstar. Agree e Dipel apresentaram taxas de controle semelhantes até 10 dias após a aplicação, porém após 15 dias, Agree foi significativamente mais eficiente do que Dipel. Ambas as formulações apresentaram uma redução na mortalidade larval quando as plantas foram expostas às condições climáticas em comparação aos mesmos tratamentos mantidos em casa de vegetação. Dimilin (100g 100L-1 de água) e deltametrina (30ml de produto comercial 100L-1 de água) não foram eficientes para o controle de lagartas de terceiro ínstar de P. xylostella. Tal ineficiência não pode ser atribuída a um possível efeito de resistência da população de P. xylostella a esses produtos, uma vez que a colônia da espécie utilizada nos experimentos não estava sujeita à pressão de seleção, por se tratar de uma população coletada em área conduzida organicamente durante todo o transcorrer do ano. Os resultados mostram que as duas formulações de B. thuringiensis são alternativas viáveis para o controle de P. xylostella em cultivo orgânico de crucíferas, tendo em vista o expressivo controle residual observado para as condições climáticas dos subtrópicos.

Palavras-chave : traça-das-crucíferas; bioinseticida; entomopatógenos; persistência residual.

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