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Scientia Agricola

Print version ISSN 0103-9016On-line version ISSN 1678-992X

Abstract

GUIMARAES-BEELEN, Patrícia Mendes et al. Caracterização dos taninos condensados em leguminosas nativas do semi-árido do nordeste brasileiro. Sci. agric. (Piracicaba, Braz.) [online]. 2006, vol.63, n.6, pp.522-528. ISSN 0103-9016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-90162006000600002.

Apesar da possível influência do tanino sobre o valor nutritivo das forrageiras da Caatinga, poucos são os estudos que avaliam a concentração de taninos nestas plantas. O objetivo do presente estudo foi caracterizar os taninos condensados presentes nas espécies Mimosa hostilis (Jurema Preta), Mimosa caesalpinifolia (Sabiá) e Bauhinia cheilantha (Mororó), em três fases do ciclo fenológico. As concentrações de tanino solúvel (TS), tanino ligado ao resíduo (TL) e tanino total (TT) foram determinadas pelo método butanol-HCl; a adstringência foi avaliada pelo método de difusão radial e a composição de monômeros dos taninos purificados através do sistema de cromatografia líquida de alta resolução, utilizando delfinidina, cianidina e pelargonidina como padrões. A concentração e adstringência dos taninos condensados purificados, assim como sua composição monomérica, variou entre as espécies e, em alguns casos, entre os ciclos fenológicos. Os valores foram superiores aos considerados benéficos a digestão ruminal (5%). Jurema Preta apresentou os maiores valores (30,98% TT e 22% de adstringência na vegetação plena) e Mororó os menores valores observados (10,38 TT e 14% de adstringência na frutificação). A Jurema Preta apresentou uma relação prodelfinidina (PD):procianidina (PC) média de 97:3 que se mostrou pouco variável, indicando uma alta capacidade adstringente dos taninos desta espécie em todas as fases do ciclo fenológico. O Sábia apresentou uma relação de 90:20 nas fases de vegetação plena e floração, diminuindo para 40:50 na fase de frutificação. A relação PD:PC do Mororó foi mais equilibrada, oscilando em torno de 40:50 nas fases de vegetação plena e floração e reduzindo para 35:60 durante a frutificação. A propelargonidina esteve ausente ou em pequena concentração nas espécies estudadas.

Keywords : espécies nativas; fatores antinutricionais; proantocianidina; ruminantes.

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