SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.13 issue2"Transas" and trances: sex and gender in afro-brazilian cults, an overviewThe denial of female ordination: gender asymmetries in the Catholic Church from the point of view of prospective nuns and priests author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Estudos Feministas

Print version ISSN 0104-026X

Abstract

GROSS, Rita M.. Mulheres budistas como líderes e professoras. Rev. Estud. Fem. [online]. 2005, vol.13, n.2, pp. 415-423. ISSN 0104-026X.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2005000200015.

No budismo, o papel do professor de dharma (religioso) é a função mais prestigiosa, e o professor de dharma tem mais autoridade do que qualquer outro líder. Apesar de os ensinamentos budistas não conterem nenhuma doutrina que limite essa função ao homem, na prática, em toda a história budista, foram pouquíssimas as mulheres que se tornaram conhecidas como professoras de dharma. Algumas pessoas acham que essas práticas não prejudicam as mulheres, porque estas podem, ainda assim, receber os ensinamentos, fazer as práticas mais avançadas e obter altos níveis de esclarecimento espiritual. Contudo, eu afirmo que o fato de não haver professoras de dharma reconhecidas foi nocivo seja para as mulheres budistas, seja para o próprio budismo. Isso tem a ver com o legado das comunidades de monjas em muitas partes do mundo budista, com os baixos padrões de educação para as mulheres, com o fraco prestígio de que gozam as praticantes mulheres, com a falta de modelos para as mulheres e com a perda da sabedoria feminina na herança do pensamento budista. Até que as professoras de dharma não forem amplamente reconhecidas e honradas, o budismo continuará sendo perseguido por seu passado patriarcal, com o prejuízo de todos.

Keywords : budismo; professor/a de dharma; comunidades de monjas (sangha); modelos.

        · abstract in English     · text in Portuguese     · pdf in Portuguese