SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.20 número4Apoio Matricial e Atenção Primária em SaúdeCooperação e apoio técnico entre estado e municípios: a experiência do programa articuladores da atenção básica em São Paulo índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Bookmark


Saúde e Sociedade

versão impressa ISSN 0104-1290

Resumo

CARNEIRO JUNIOR, Nivaldo; NASCIMENTO, Vânia Barbosa do  e  COSTA, Ieda Maria Cabral. Relação entre Público e Privado na Atenção Primária à Saúde: considerações preliminares. Saude soc. [online]. 2011, vol.20, n.4, pp. 971-979. ISSN 0104-1290.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902011000400014.

Esse artigo tem como objetivo apresentar alguns apontamentos sobre a relação público e privado na organização e prestação de serviços primários em saúde no contexto das políticas atuais do Sistema Único de Saúde. O debate público e privado na saúde tomou fôlego no contexto do movimento de reforma do Estado a partir de 1980, apresentando concepções que questionam o papel do Estado na execução direta de bens sociais, em que foi criticada sua eficiência para operar os serviços públicos. Nessa perspectiva, as instituições sem fins lucrativos colocaram-se como agentes sociais privilegiados para assumir essa função em parceria com o Poder público. Nos sistemas nacionais de saúde a atenção primária tem sido historicamente responsabilidade direta do Estado. Contudo, no contexto das reformas aparecem proposições para a flexibilização a centralidade estatal, passando para o setor privado a função de viabilizar os serviços primários. No Brasil, essa questão surgiu fortemente a partir de 1990 com a estratégia saúde da família, na contratação de profissionais, através de parcerias entre o Poder público e entidades filantrópicas e sem fins lucrativos, possibilitando sua implantação e ampliação, particularmente nos grandes centros urbanos. O estado de São Paulo tem acumulado vasta experiência na articulação público e privado em saúde, particularmente, na atenção básica, através das organizações sociais. Faz-se necessário qualificar o debate da relação público-privado, em especial, na política da atenção básica em saúde, reconhecendo possibilidades e limites da atuação do setor não estatal.

Palavras-chave : Atenção primária à saúde; Parceria público-privada; Programa de Saúde da Família; Modernização do setor público.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · pdf em Português