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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230versão On-line ISSN 1806-9282

Resumo

CALIL, J. A. et al. Aplicação clínica do retalho fáscio-cutâneo da região posterior da coxa em V-Y. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2001, vol.47, n.4, pp.311-319. ISSN 0104-4230.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302001000400033.

OBJETIVO: Analisar a aplicabilidade do retalho fáscio-cutâneo em V-Y da região posterior da coxa na reparação de lesões isoladas ou múltiplas nas regiões glútea e perineal. MÉTODO: Foram submetidos a tratamento cirúrgico 20 pacientes, portadores de 25 úlceras nas regiões glútea e perineal, sendo 23 delas úlceras por pressão, um pós-abscesso perianal e um pós-trauma perineal. Em todos os pacientes a reparação foi realizada com o retalho fáscio-cutâneo da região posterior da coxa. O retalho foi confeccionado com base súpero-lateral, preservando-se os ramos fáscio-cutâneos das artérias glútea inferior, primeira e segunda perfurantes no tratamento de úlceras isquiáticas. Nas associações de úlcera isquiática com úlcera sacral, adicionou-se ao retalho uma extensão fáscio-cutânea da região glútea para tratamento cirúrgico em tempo único. Foi realizado retalho com base súpero-medial, preservando-se o ramo fáscio-cutâneo da artéria glútea inferior no tratamento das úlceras trocantéricas. Nas associações com úlcera sacral, acrescentou-se ao retalho posterior da coxa uma extensão fáscio-cutânea da região glútea, que permitiu o fechamento de todas as úlceras em um só tempo cirúrgico. Nas associações de úlceras trocantéricas e isquiáticas, realizou-se o retalho com base superior, preservando-se o ramo fáscio-cutâneo da artéria glútea inferior. RESULTADOS: Não houve necrose do retalho. As complicações imediatas foram três infecções, uma deiscência e um hematoma. Num período de seguimento de 6 meses a 29 meses, houve recidiva de seis úlceras (6/24 = 25,0%) em cinco pacientes (5/19 = 26,32%). Um paciente foi perdido neste seguimento. CONCLUSÃO: Conclui-se que o retalho fáscio-cutâneo posterior da coxa, em V-Y, pode ser utilizado com segurança no tratamento de lesões isoladas ou múltiplas das regiões glútea e perineal.

Palavras-chave : Úlcera por pressão; Retalhos cirúrgicos; Região glútea [cirurgia].

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