SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.54 número2Efeito sinérgico entre a dexmedetomidina e a ropivacaína 0,75% na anestesia periduralMortalidade determinada por anomalias congênitas em Pernambuco, Brasil, de 1993 a 2003 índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230versão On-line ISSN 1806-9282

Resumo

CALVETE, José O.; SCHONHORST, Leonardo; MOURA, Diego M.  e  FRIEDMAN, Gilberto. Desarranjo ácido-base e acidose gástrica intramucosal predizem desfecho de trauma grave. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2008, vol.54, n.2, pp.116-121. ISSN 0104-4230.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000200012.

INTRODUÇÃO: O objetivo deste estudo prospectivo, não-intervencionista, foi avaliar o valor prognóstico da acidose gástrica intramucosal em pacientes com trauma grave admitidos numa UTI. MÉTODOS: Cateteres tonométricos gástricos foram introduzidos para medir o nível de PCO2 aéreo em 40 pacientes traumatizados. O pH gástrico intramucosal, o gradiente de PCO2 aéreo, o lactato e os parâmetros ácido-base foram medidos na admissão e 6, 12 e 24 h após a admissão. RESULTADOS: A idade mediana, o APACHE II e os escores SOFA médios foram maiores nos não-sobreviventes que nos sobreviventes (p<0.05). Não houve diferenças significativas para o gradiente de PCO2 entre sobreviventes e não-sobreviventes após 12 e 24 horas (10±7 vs. 24±19 mmHg, 13±16 vs. 29±25 mmHg; P<0.05). Os valores de pH gástrico intramucosal foram menores nos não-sobreviventes que nos sobreviventes na admissão e após 12 ou 24 horas (P<0.05). O pH arterial e o bicarbonato foram menores, a concentração de lactato maior, o excesso de base mais negativo nos não-sobreviventes. Predição do desfecho (mortalidade e FMOS) nas 24 horas de UTI acessada pelas curvas ROC foi similar (p=NS). Nas 24 horas, um gradiente de PCO2 aéreo >18 mmHg acarretou um risco relativo de 4.6 para óbito, um pouco maior que um HCO3 <20 mEq/L (RR=4.29) ou um excesso de base <-2 mmol/L (RR=3.65). CONCLUSÃO: Bicarbonato, déficit de base, lactato, pH gástrico intramucosal e o gradiente de PCO2 discriminaram os sobreviventes dos não-sobreviventes de trauma. Um gradiente crítico de PCO2 aéreo acarretou o maior risco relativo para óbito após 24 horas de UTI. Fluxo sangüíneo regional inadequado detectado por um gradiente crítico de PCO2 parece contribuir para a morbidade e mortalidade de pacientes traumatizados graves.

Palavras-chave : Trauma; Mortalidade; Perfusão esplâncnica; Tonometria gástrica; Predição de desfecho.

        · resumo em Inglês     · texto em Inglês     · Inglês ( pdf )

 

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons