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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230versão On-line ISSN 1806-9282

Resumo

ESTEVES, Sérgio Carlos Barros et al. Radiocirurgia com acelerador linear em malformações arteriovenosas cerebrais. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2008, vol.54, n.2, pp.167-172. ISSN 0104-4230.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302008000200023.

OBJETIVO: Analisar os resultados obtidos com radiocirurgia e as suas complicações do procedimento, no tratamento das malformações arteriovenosas com acelerador linear. MÉTODOS: Este é um estudo retrospectivo. Entre Outubro de 93 e Dezembro de 96, sessenta e um pacientes com malformações arteriovenosas foram tratados, utilizando um acelerador linear com 6MV de energia. As idades variaram de 6 a 54 anos (média: 28,3 anos), 32 pacientes mulheres e 29 pacientes homens. O sintoma inicial mais freqüente foi cefaléia (45,9%), seguido de déficit neurológico (36,1%). Hemorragia cerebral diagnostica por exame de imagem foi observada em 35 pacientes (57,3%). A maioria das malformações arteriovenosas (67,2%) eram graus III e IV de Spetzler. Estenose venosa (21,3%) e aneurisma (13,1%) foram as mais freqüentes alterações da arquitetura vascular. A dose administrada variou de 12 a 27,5Gy na periferia da lesão. RESULTADOS: Dos vinte e oito pacientes que se submeteram a controle angiográfico conclusivo, 18 tiveram obliteração completa (72%) e 7 falharam ao tratamento (ausência de oclusão com mais de três anos de seguimento). Quatro pacientes foram submetidos a uma segunda radiocirurgia, e um paciente deste grupo apresentou obliteração em 18 meses de seguimento. DISCUSSÃO: Vários fatores foram analisados em relação ao grau de oclusão (sexo, idade, volume, localização, Spetzler, fluxo, embolização, total de isocentros, dose prescrita e isodose escolhida) e complicações (total de isocentros, localização, volume, dose máxima, dose prescrita e isodose escolhida). As variáveis analisadas não mostraram significância estatística para a obliteração do vaso, bem como para as complicações de tratamento. O maior diâmetro da malformação arteriovenosa, seu volume e a dose administrada não influenciaram no tempo de obliteração. CONCLUSÃO: Radiocirurgia é eficiente no tratamento das malformações arteriovenosas e pode ser uma alternativa para pacientes com contra-indicações clínicas ou com lesões em áreas eloqüentes. Não foram observadas correlações estatisticamente significativas entre as variáveis estudadas entre oclusão e complicações do tratamento.

Palavras-chave : Radiocirurgia estereotáxica; Radiocirurgia com acelerador linear; Radioterapia; Malformações arteriovenosas; Radiação.

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