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História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versión impresa ISSN 0104-5970

Resumen

CYTRYNOWICZ, Roney. A serviço da pátria: a mobilização das enfermeiras no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Hist. cienc. saude-Manguinhos [online]. 2000, vol.7, n.1, pp. 73-91. ISSN 0104-5970.  doi: 10.1590/S0104-59702000000200004.

O envio de 73 enfermeiras junto à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e à Força Aérea Brasileira (FAB) para servir na Itália, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, é relacionado às políticas do governo Vargas de mobilização da população civil e de montagem de um front interno. O Estado Novo e a guerra foram importantes para a afirmação da enfermagem moderna, conforme o sistema Nightingale, inclusive como modelo profissional para as mulheres de classe média. A enfermagem permitiu ao Estado engendrar uma de suas mais persuasivas imagens: a da pátria-mãe, que estendia os cuidados maternos à frente de batalha, tornando a guerra uma experiência coletiva que deveria unir todos os homens e mulheres, todos os brasileiros, sem quaisquer estratificações sociais. Esta ação de constituição do front interno conjugava mobilização para a guerra e adesão política das classes médias ao Estado Novo.

Palabras llave : Segunda Guerra Mundial; Estado Novo; história da enfermagem; Força Expedicionária Brasileira (FEB); enfermagem de guerra.

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