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Anais Brasileiros de Dermatologia

versão impressa ISSN 0365-0596

Resumo

FAGUNDES, Luiz Jorge et al. Epidemiologia e perfil de impacto das doenças sexualmente transmissíveis atendidas num centro de saúde especializado de janeiro de 1999 a dezembro de 2009. An. Bras. Dermatol. [online]. 2013, vol.88, n.4, pp.523-529. ISSN 0365-0596.  https://doi.org/10.1590/abd1806-4841.20132149.

FUNDAMENTOS:

As Doenças Sexualmente Transmissíveis continuam sendo consideradas um grave problema de Saúde Pública no Brasil e no Mundo.

OBJETIVO:

Conhecer a epidemiologia de um serviço de saúde público brasileiro especializado em Doenças Sexualmente Transmissíveis e o perfil de impacto das principais doenças diagnosticadas nesse serviço.

MÉTODO:

Realizou-se a avaliação epidemiológica, clínica e laboratorial de 4.128 pacientes atendidos num ambulatório especializado em Doenças Sexualmente Transmissíveis, no período compreendido entre janeiro de 1999 a dezembro de 2009.

RESULTADOS:

Houve predomínio dos pacientes do sexo masculino (76%) em relação aos do sexo feminino (24%); da raça branca (74,3%) sobre as raças parda (14,8%), negra (10,8%) e amarela (0,1%). A ocorrência das Doenças Sexualmente Transmissíveis foi maior na faixa etária de 20 a 29 anos, com 46,2%. Na população estudada, 34,7% dos pacientes completaram o ensino médio, 8,7% o curso superior e 0,8% eram analfabetos. Em relação à orientação afetivo-sexual, 86,5% eram heterossexuais, 7,8% se relacionavam somente com pessoas do mesmo sexo e 5,5% bissexuais. Em relação a prática sexual nos últimos 30 dias, 67,7% declararam ter mantido relação sexual com apenas um parceiro, 8,6% com dois e 3,9% com três ou mais parceiros. As Doenças Sexualmente Transmissíveis de maior incidência foram o condiloma acuminado com 29,4% dos diagnósticos, a candidose genital com 14,2% e o herpes genital, com 10,6% dos casos. Dos 44,3% dos pacientes que realizaram o teste sorológico para detecção do HIV, 5% obtiveram resultado positivo, com razão de 6,8 homens para 1 mulher.

CONCLUSÃO:

As Doenças Sexualmente Transmissíveis mantêm alta prevalência no Brasil, sendo necessário investir na detecção precoce, prevenção e tratamento adequado.

Palavras-chave : Comportamento sexual; Doenças sexualmente transmissíveis; Epidemiologia dos serviços de saúde; Perfil de impacto da doença; Soropositividade para HIV.

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