SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.14 número2Relação entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentáriaRedução de esmalte interproximal como alternativa no tratamento ortodôntico de casos limítrofes índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial

versão impressa ISSN 1415-5419

Resumo

SIQUEIRA, Vânia Célia Vieira de et al. Estudo da reabsorção radicular apical após o uso de aparelho extrabucal no tratamento da má oclusão do tipo Classe II, 1ª divisão dentária. Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial [online]. 2009, vol.14, n.2, pp. 54-62. ISSN 1415-5419.  http://dx.doi.org/10.1590/S1415-54192009000200007.

OBJETIVO: o presente estudo verificou o efeito do uso do aparelho extrabucal (AEB) sobre a intensidade da reabsorção radicular apical nos primeiros molares permanentes superiores submetidos à ação do aparelho. MÉTODOS: foram avaliadas as radiografias periapicais da região dos primeiros molares permanentes superiores, bilateralmente, de 19 jovens leucodermas, do gênero feminino, com idades entre 8 e 10 anos, com má oclusão do tipo Classe II, 1ª divisão dentária, pré e pós-tratamento com AEB de tração alta. As 76 radiografias foram divididas em dois grupos, de acordo com o grau de formação radicular. O grupo A consistiu de 18 radiografias com formação radicular incompleta, com exceção da raiz palatina, ao início do tratamento e 18 ao final. O grupo B consistiu de 20 radiografias com formação radicular completa ao início do tratamento e 20 ao final. Mensurou-se os comprimentos radiculares utilizando um paquímetro digital e submeteu-se as medidas obtidas ao teste de erro do método e à análise estatística (teste t de Student) para verificar as diferenças no comprimento radicular antes e após o tratamento com o AEB. RESULTADOS: no grupo A ocorreu um aumento significativo dos comprimentos radiculares, enquanto no grupo B as diferenças dos comprimentos radiculares não foram significativas. As medidas pós-tratamento no grupo A não diferiram das medidas pré-tratamento no grupo B, ou seja, os dentes com formação radicular incompleta ao início do tratamento apresentaram crescimento radicular normal durante o tratamento ativo. CONCLUSÃO: concluiu-se que o uso do AEB não influenciou negativamente na formação radicular e não provocou reabsorção apical nos molares submetidos à ação do aparelho, sugerindo que o AEB não apresentou riscos à estrutura e formação radicular quando corretamente indicado e aplicado.

Palavras-chave : Reabsorção radicular apical; Aparelho extrabucal; Classe II, 1ª divisão dentária.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · pdf em Português