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Sao Paulo Medical Journal

Print version ISSN 1516-3180

Abstract

ADAD, Sheila Jorge et al. Frequency of Trichomonas vaginalis, Candida sp and Gardnerella vaginalis in cervical-vaginal smears in four different decades. Sao Paulo Med. J. [online]. 2001, vol.119, n.6, pp. 200-205. ISSN 1516-3180.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-31802001000600004.

CONTEXTO: A vaginite é uma das principais causas que leva a mulher procurar um ginecologista ou obstetra. A vaginose bacteriana, a candidíase e a tricomoníase são responsáveis por 90% dos casos de vaginite infecciosa. OBJETIVO: Verificar a freqüência dos três principais agentes causadores de vaginite, Trichomonas vaginalis, Candida sp e Gardnerella vaginalis em quatro diferentes décadas (60, 70, 80 e 90). TIPO DE ESTUDO: Estudo retrospectivo. LOCAL: Centro Terciário de Referência. PARTICIPANTES: Pacientes atendidas no ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, durante os anos de 1968, 1978, 1988, 1998, como amostras de cada década. VARIÁVEIS ESTUDADAS: Foram levantados os diagnósticos de infecção por Trichomonas vaginalis, Candida sp e Gardnerella vaginalis em 20.356 citologias cérvico-vaginais de pacientes atendidas no ambulatório de Ginecologia, da mesma Instituição, durante os anos de 1968, 1978, 1988, 1998, os quais representariam as quatro diferentes décadas. Os resultados foram agrupados de acordo com a faixa etária da paciente: menos de 20 anos, entre 20 e 29 anos, entre 30 e 39 anos, entre 40 e 49 anos e 50 anos ou mais. A análise estatística foi feita através do teste do qui-quadrado (Mantel-Haentzel) com nível de significância de 5%. RESULTADOS: Em 1968, a infecção por Trichomonas vaginalis e Candida sp foram diagnosticadas em 10% e 0,5% das citologias e em 1978, 5,1% e 17,3%, respectivamente (P < 0,0001). A infecção por Gardnerella vaginalis só pôde ser avaliada nas duas últimas décadas. Em 1988, 19,8% das mulheres possuíam exames positivos para esse agente que foi o mais freqüente nesse ano; na década seguinte a freqüência de Gardnerella diminuiu para 15,9% (P < 0,0001). No ano de 1998, a candidíase foi a infecção mais freqüente, detectada em 22,5% dos exames (P < 0,0001). De modo geral, todas as infecções foram mais freqüentes nas pacientes mais jovens, em especial abaixo de 20 anos, em todas as décadas e, ao contrário, menos freqüentes em pacientes com 50 anos ou mais (P < 0,05). CONCLUSÃO: Houve uma diminuição na freqüência de infecção cérvico-vaginal por Trichomonas vaginalis e um aumento na freqüência de Candida sp ao longo das quatro décadas estudadas. Todas as infecções foram mais freqüentes nas pacientes abaixo de 20 anos.

Keywords : Vaginite; Citopatologia cérvico-vaginal; Trichomonas vaginalis; Candida sp; Gardnerella vaginalis.

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