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Sao Paulo Medical Journal

versão impressa ISSN 1516-3180

Resumo

SENA-MARTINS, Maurício et al. Embolização da artéria uterina para o tratamento de miomas sintomáticos em mulheres brasileiras. Sao Paulo Med. J. [online]. 2003, vol.121, n.5, pp. 185-190. ISSN 1516-3180.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-31802003000500002.

CONTEXTO: Miomas uterinos são tumores benignos que ocorrem na idade reprodutiva das mulheres com uma freqüência que varia entre 20% a 25%. Quando presentes os sintomas, estes se caracterizam por aumento do fluxo menstrual, dor e sinais de compressão. Têm sido propostas novas formas de tratamento, destacando-se a embolização das artérias uterinas. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do tratamento com embolização das artérias uterinas em mulheres portadoras de miomas sintomáticos e os volumes uterino e do mioma dominante, antes e após 12 semanas após o procedimento. TIPO DE ESTUDO: Ensaio clínico aberto. LOCAL: Hospital Leonor Mendes de Barros, São Paulo, Brasil. PARTICIPANTES: 32 mulheres com diagnóstico de mioma sintomático, único ou múltiplo, do corpo uterino, atendidas no Ambulatório de Ginecologia do Hospital Leonor Mendes de Barros, entre maio de 2000 e setembro de 2001. VARIÁVEIS ESTUDADAS: As mulheres foram submetidas a exame ginecológico seguido de ultra-sonografia abdominal, pélvica e endovaginal, repetidos 12 semanas após o procedimento. A embolização da artéria uterina com PVA (partículas de álcool polivinil de 355 a 700 µ) foi realizada através da cateterização da artéria femoral direita em 30 mulheres e, em duas mulheres, a cateterização foi bilateral. RESULTADOS: A média do volume uterino de 32 mulheres antes da embolização foi 455 cm3 e a média do volume do mioma dominante foi de 150 cm3 antes da embolização. Após 12 semanas de embolização, média do volume uterino e do mioma dominante foram 256 cm3 e 91 cm3 respectivamente. A redução dos volumes uterino e do mioma dominante foi estatisticamente significativa (p < 0,01) quando usado o teste de Wilcoxon. Doze semanas após o tratamento, questionário respondido por todas as mulheres mostrou melhor regularidade menstrual em 71%, redução do volume menstrual em 90% e menor duração em 81%. As complicações imediatas mais freqüentes foram dor e fadiga. Apenas em uma mulher ocorreu degeneração do mioma. CONCLUSÃO: A significativa diminuição dos volumes uterinos e dos miomas dominantes comprova a validade do tratamento dos miomas sintomáticos pela técnica de embolização das artérias uterinas. Houve uma redução significativa do fluxo e da duração menstrual, assim como uma melhor regularidade do ciclo nas mulheres estudadas. Nesta amostra, a dor imediata após a embolização foi o principal evento adverso observado.

Palavras-chave : Embolização terapêutica; Mioma; Neoplasias dos genitais femininos; Útero; Resultado de tratamento.

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