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Sao Paulo Medical Journal

versão impressa ISSN 1516-3180

Resumo

GIGLIO, Auro del  e  ITO, Cristina. Gefitinib (Iressa®) em câncer de pulmão não-pequenas células metastático: experiência preliminar de um centro brasileiro. Sao Paulo Med. J. [online]. 2004, vol.122, n.3, pp. 128-130. ISSN 1516-3180.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-31802004000300010.

CONTEXTO: Pacientes com carcinoma de pulmão não-pequenas células metastático são considerados incuráveis mas podem se beneficiar de quimioterapia sistêmica paliativa. Recentemente, com o advento de inibidores do receptor do fator de crescimento epitelial (EGFR), uma alternativa eficiente e menos tóxica surgiu para o tratamento destes pacientes. OBJETIVO: Testar em nosso meio a atividade e toxicidade do gefitinib. TIPO DE ESTUDO: Prospectivo, não aleatorizado e não controlado. LOCAL: Clínica de Oncologia e Hematologia (CLIOH), São Paulo, Brasil. PACIENTES E MÉTODOS: De junho de 2002 a abril de 2003, tratamos cinco pacientes com carcinoma de pulmão não-pequenas células metastático e previamente expostos a quimioterapia sistêmica (mediana do número de esquemas quimioterápicos prévios = 2) com gefitinib na dose de 250 mg ao dia, oralmente, no contexto de um protocolo de disponibilização da droga patrocinado pela AstraZeneca. A idade média dos pacientes foi de 65 anos, dois eram de sexo masculino e três tinham um estado funcional de 1, um de 2 e um de 3 na escala do ECOG (Eastern Cooperative Oncology Group). RESULTADOS: Observamos erupção cutânea em dois, diarréia em três e artralgias em dois pacientes. Notamos uma resposta parcial e um paciente teve estabilização de sua doença com durações de 11+ e 4+ meses, respectivamente, ambas acompanhadas de significativa queda em seus marcadores tumorais. Três pacientes progrediram durante o tratamento. DISCUSSÃO: Novas opções de agentes quimioterápicos com perfis de toxicidade mais favoráveis são urgentemente necessárias para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão não-pequenas células, que normalmente têm baixa expectativa de vida. Na nossa pequena série de cinco pacientes, observamos estabilização da doença em dois e reações de pele e gastrintestinais, freqüentemente descritas na literatura, em todos. Dois tiveram artralgia, não reportada até o momento. CONCLUSÕES: Concluímos que o gefitinib constitui importante adição ao armamentário terapêutico para tratamento de casos avançados de carcinoma de pulmão não-pequenas células.

Palavras-chave : Neoplasias pulmonares; Receptor do fator de crescimento epitelial; Administração & dosagem; Efeitos adversos; Estudos prospectivos.

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