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Sao Paulo Medical Journal

Print version ISSN 1516-3180On-line version ISSN 1806-9460

Abstract

MANSUR, Antonio de Padua et al. Mutações gênicas das glicoproteínas plaquetárias e resposta ao tirofiban na síndrome coronariana aguda. Sao Paulo Med. J. [online]. 2016, vol.134, n.3, pp.199-204.  Epub Jan 19, 2016. ISSN 1806-9460.  https://doi.org/10.1590/1516-3180.2015.00650808.

CONTEXTO E OBJETIVOS:

Inibidores da glicoproteína (abciximab, eptifibatide, tirofiban) são utilizados em pacientes com angina instável e infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST (IAMSSST) antes da intervenção coronária percutânea. Dentre eles, o tirofiban é o menos eficaz. Nossa hipótese é que a resposta ao tirofiban possa estar associada a mutações no gene da glicoproteína.

DESENHO E LOCAL:

Estudo prospectivo na Unidade de Emergência do Instituto do Coração (InCor), Universidade de São Paulo (USP).

MÉTODOS:

Foram analisadas a evolução intra-hospitalar e agregabilidade plaquetária em resposta ao tirofiban de 4 mutações da glicoproteína em 50 pacientes com indicação para intervenção coronária percutânea, 17 (34%) com angina instável e 33 (66%) com IAMSSST. A agregação plaquetária foi analisada pelo método de Born. Amostras de sangue foram obtidas antes e uma hora após infusão do tirofiban. As glicoproteínas Ia (807C/T ), Ib (Thr/Met ), IIb (Ile/Ser ) e IIIa (PIA ) foram as mutações selecionadas.

RESULTADOS:

Hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo, doença coronariana e acidente vascular cerebral prévios foram semelhantes entre os grupos. Observou-se menor agregabilidade plaquetária dos genótipos mutantes da glicoproteína IIIa antes da administração de tirofiban do genótipo selvagem (41% ± 22% versus 56% ± 21%; P = 0,035). Genótipos mutantes da glicoproteína IIIa correlacionaram-se moderadamente com menor inibição plaquetária (r = -0,31; P = 0,030). Após a administração tirofiban, as mutações das glicoproteínas Ia, Ib, IIb, e IIIa não influenciaram o grau de inibição da agregação plaquetária e mortalidade intra-hospitalar.

CONCLUSÕES:

Mutações das glicoproteínas Ia, Ib, IIb e IIIa não influenciaram a agregação plaquetária em resposta ao tirofiban nos pacientes com angina instável e IAMSSST.

Keywords : Glicoproteínas; Complexo glicoproteico GPIIb-IIIa de plaquetas; Polimorfismo genético; Síndrome coronariana aguda; Angina instável; Infarto do miocárdio.

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