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Revista Brasileira de Psiquiatria
versão impressa ISSN 1516-4446
Resumo
SNOWDON, John. Qual é a prevalência de depressão na terceira idade?. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2002, vol.24, suppl.1, pp. 42-47. ISSN 1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462002000500009.
Sintomas depressivos são altamente prevalentes em fases tardias da vida - no Brasil e no mundo todo. Alguns "experts" argumentam que a depressão é menos comum na terceira idade e citam estudos que mostram prevalência menor de depressão maior entre idosos. Os resultados de estudos que avaliam diferentes grupos etários são inconsistentes no que se refere à faixa etária que apresenta a taxa de pico e em relação à própria freqüência da depressão. A maioria dos estudos de prevalência de transtornos depressivos entre idosos (não limitados à depressão maior) que requerem intervenção clínica indica que mais de 10% dos idosos apresentam quadros depressivos. Doença física é um dos fatores de risco mais significativos, embora essa associação possa impedir os clínicos de reconhecerem a depressão. Intervenções clínicas para depressão na velhice valem a pena, e se recomenda a alocação de recursos adequados para treinar profissionais na avaliação e no manejo desses pacientes, desenvolver iniciativas ambientais dirigidas aos sentimentos de desalento e baixa auto-estima dessa população e promover a pesquisa.
Palavras-chave : Depressão; Fatores de risco; Epidemiologia; Brasil.












