SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.33 número1Contratransferência no atendimento inicial de mulheres vítimas de violência sexualTranquilização rápida para pacientes agitados nos serviços de emergência psiquiátrica: um ensaio clínico randomisado de olanzapina, ziprasidona, haloperidol mais prometazina, haloperidol mais midazolam e haloperidol em monoterapia índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista Brasileira de Psiquiatria

versão impressa ISSN 1516-4446

Resumo

HELDT, Elizeth et al. Preditores de recaída no segundo ano após terapia cognitivo-comportamental para pacientes com transtorno de pânico. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2011, vol.33, n.1, pp.23-29.  Epub 23-Abr-2010. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462010005000005.

OBJETIVO: Investigar os preditores de recaída após dois anos de terapia cognitivo-comportamental em grupo breve para pacientes com transtorno do pânico que não responderam ao tratamento farmacológico. MÉTODO: Um total de 56 pacientes com transtorno do pânico que preencheram os critérios de remissão em um ano de avaliação após as 12 sessões da terapia cognitivo-comportamental em grupo foram acompanhados. As características demográficas, clínicas e os estressores de vida foram investigados como preditores de recaída. RESULTADOS: No segundo ano de avaliação, 39 (70%) pacientes mantiveram-se em remissão e o uso de medicação reduziu significativamente, de tal forma que 36 (64%) pacientes não estavam em tratamento psiquiátrico. Entre todas as variáveis independentes investigadas, somente o "conflito" como evento estressor de vida, RR = 3,20 (CI95% 1,60; 7,20 - p = 0,001) e a gravidade ou os sintomas residuais de ansiedade, RR = 3,60 para cada ponto a mais da escala (CI95% 1,02; 1,08 - p < 0,001), foram preditores de recaída. CONCLUSÃO: A despeito dos ganhos do tratamento através dos dois anos, os terapeutas devem manter-se atentos em relação ao manejo do estresse e no papel dos sintomas residuais de ansiedade durante este período. Os resultados são discutidos no contexto de custo-eficácia do tratamento e nas potenciais estratégias para prolongar os ganhos da terapia cognitivo-comportamental em grupo.

Palavras-chave : Transtorno de pânico; Terapia comportamental cognitiva; Recaída; Seguimento; Eventos estressores.

        · resumo em Inglês     · texto em Inglês     · Inglês ( pdf epdf )

 

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons