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Revista Brasileira de Psiquiatria

versão impressa ISSN 1516-4446

Resumo

MORAES, Walter André dos Santos et al. Antidepressivos sedativos e insônia. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2011, vol.33, n.1, pp. 91-95. ISSN 1516-4446.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462011000100017.

OBJETIVO: Esta atualização aborda a relação entre sono e depressão e como a transmissão serotoninérgica está envolvida em ambas condições. MÉTODO: Foi realizada uma busca na literatura no PubMed e MedLine até março de 2010 com os termos "insônia", "depressão", "antidepressivos sedativos" e "serotonina". A fim de contemplar os antidepressivos sedativos mais utilizados no tratamento da insônia, 34 artigos ISI, principalmente revisões e estudos clínicos placebo-controlados, foram selecionados entre 317 artigos encontrados na busca inicial. RESULTADOS: Alterações de sono podem aparecer meses antes do diagnóstico clínico de depressão e persistir após a resolução da depressão. O tratamento dos sintomas de insônia pode melhorar essa doença associada. Alguns antidepressivos também podem levar à insônia ou sonolência diurna. A serotonina (5-HT) demonstra um padrão complexo no que diz respeito ao sono e vigília, o que está relacionado com a variedade de subtipos do receptor 5-HT envolvidos em diferentes funções fisiológicas. Acredita-se, atualmente, que a estimulação do receptor 5-HT2 esteja envolvida nas alterações da organização do sono e insônia relacionada a alguns antidepressivos. CONCLUSÃO: Alguns medicamentos normalmente prescritos para o tratamento de depressão podem piorar a insônia e dificultar a completa recuperação da depressão. Os antagonistas do receptor 5-HT2 são drogas promissoras para o tratamento, pois podem melhorar a insônia e depressão associadas.

Palavras-chave : Neuroquímica; Antidepressivos; Sono; Transtorno depressivo; Psicofarmacologia.

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