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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 1982-0232

Resumo

SOUSA-MORATO, Priscilla Faria  e  FERNANDES, Fernanda Dreux Miranda. Adaptação sócio-comunicativa no espectro autístico: dados obtidos com pais e terapeutas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [online]. 2009, vol.14, n.2, pp.225-233. ISSN 1982-0232.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342009000200014.

OBJETIVO: Verificar a efetividade da aplicação do protocolo de adaptação sócio-comunicativa a diferentes fontes de informação, neste caso, pais e terapeutas, na identificação de diferenças individuais em crianças com Distúrbios do Espectro Autístico. MÉTODOS: Participaram deste estudo 48 crianças, entre três anos e 11 anos e dez meses de idade, com diagnóstico clínico incluído no espectro autístico. Foram também sujeitos deste trabalho, 46 mães e dois pais, bem como 15 terapeutas, responsáveis legais e pelo atendimento fonoaudiológico especializado, respectivamente, das mesmas crianças, por um período mínimo de aproximadamente 12 meses, sendo que estes participaram respondendo a um questionário sobre o relacionamento social das crianças, sujeitos deste estudo. RESULTADOS: Genericamente, pode-se dizer que as respostas sobre a adaptação sócio-comunicativa, obtidas por meio de diferentes fontes de informação, ou seja, pais e terapeutas foram semelhantes. Entretanto, analisando os dados brutos observa-se que os pais apresentaram consistentemente um número maior de respostas positivas do que as terapeutas, para as questões relativas ao desempenho social. CONCLUSÃO: O estabelecimento de dados de adaptação sócio-comunicativa pode caracterizar esta população, demonstrando que este instrumento pode ser aplicado a diferentes informantes; as respostas dadas pelos mesmos foram homogêneas, reforçando a fidedignidade dos dados, apesar de existirem diferenças significativas na comparação entre os níveis e estágios sócio-comunicativos. A aplicação do questionário e protocolo de adaptação sócio-comunicativa a diferentes informantes pode fornecer um resultado bastante homogêneo, sendo possível realizar de forma fidedigna a caracterização das habilidades de relacionamento social dessas crianças.

Palavras-chave : Transtorno autístico; Socialização; Comunicação; Terapia da linguagem; Pais.

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