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Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

versão impressa ISSN 1516-8484versão On-line ISSN 1806-0870

Resumo

SILVA, Eliane A.; ROSA, Patrícia S.  e  BELONE, Andréa F. F.. Distribuição fenotípica e a freqüência genotípica do sistema sangüíneo Duffy em pacientes com a doença de Jorge Lobo. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. [online]. 2006, vol.28, n.4, pp.264-268. ISSN 1516-8484.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-84842006000400009.

A doença de Jorge Lobo é uma micose cutânea e subcutânea de evolução crônica, causada pelo Lacazia loboi. Os mecanismos envolvidos na suscetibilidade/resistência do hospedeiro frente ao agente não estão ainda elucidados, dentre eles encontra-se a constituição genética. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar a distribuição fenotípica do grupo sangüíneo Duffy em pacientes com doença de Jorge Lobo e calcular suas freqüências gênicas. Foram analisados 21 pacientes, 13 caucasóides e oito mestiços (tipo moreno claro), provenientes do estado do Acre, e 44 indivíduos, não acometidos por esta doença, habitantes da cidade de Rio Branco (AC), como grupo controle. O fenótipo Duffy foi definido pela presença dos antígenos nas hemácias pela reação de aglutinação dos eritrócitos com anti-soros anti-Fya e anti-Fyb incubando-se a 37ºC e aplicando-se o teste da antiglobulina humana. Os resultados mostram que a distribuição fenotípica do sistema Duffy nos pacientes difere significativamente daquela observada nos controles, pela alta freqüência de indivíduos com fenótipo Fy(a-b-). Observa-se claramente que os pacientes apresentam maior freqüência do alelo FY e menor do alelo FYA do que os controles. O alelo FYB (não inclui os alelos que não são expressos) tem praticamente a mesma freqüência nos dois grupos. Com relação à comparação entre distribuição do grupo sangüíneo Duffy com as formas clínicas, sugere maior número de pacientes com forma localizada da doença de Jorge Lobo apresentando um predomínio do fenótipo Fy(a-b+) seguido do fenótipo Fy(a-b-) e inexistência do fenótipo Fy(a+b-). Por outro lado, temos a forma disseminada com maior incidência de fenótipo Fy(a+b-). A forma multifocal foi menos expressiva. Desse modo, podemos inferir uma provável prevalência de fenótipo Duffy negativo na região por nós estudada e os poucos dados disponíveis até o momento tornam clara a necessidade de elaborar tabelas de freqüências fenotípicas para a população acometida pela doença de Jorge Lobo, bem como realizar pesquisas para melhor entendimento da função biológica dos antígenos do sistema Duffy.

Palavras-chave : Fenótipo Duffy; doença de Jorge Lobo; Lacazia loboi.

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