SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.32 número3Evaluation of multielements in human blood samples using synchrotron radiationStudies on laboratory quality control methods of erythrocyte units for transfusion in the Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Brazil índice de autoresíndice de materiabúsqueda de artículos
Home Pagelista alfabética de revistas  

Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

versión impresa ISSN 1516-8484

Resumen

FELIX, Andreza Aparecida; SOUZA, Helio M.  y  RIBEIRO, Sonia Beatriz F.. Aspectos epidemiológicos e sociais da doença falciforme. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. [online]. 2010, vol.32, n.3, pp. 203-208.  Epub 25-Jun-2010. ISSN 1516-8484.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-84842010005000072.

A doença falciforme (DF) é uma doença genética frequente. Predomina entre negros e pardos e, no Brasil, a cada ano, nascem 3.500 crianças com DF e 200.000 com traço falciforme. As hemácias com hemoglobina S assumem, em condições de hipóxia, forma semelhante à foice, podendo levar à oclusão dos capilares, provocando lesões teciduais agudas e crônicas de órgãos, quase sempre acompanhadas de dor. Através de visitas domiciliares objetivou-se ampliar o conhecimento dos aspectos epidemiológicos e de enfrentamento da doença. Foram estudados 47 pacientes falcêmicos da cidade de Uberaba (MG), com idade igual ou superior a 18 anos, sendo 78,7% negros, 17% pardos e 4,3% brancos, preponderando o gênero feminino (59,6%). Quanto ao tipo de hemoglobinopatia, 63,8% eram SS, 17% SC e 10,6% β-talassemia. A maioria (74,5%) residia em bairros periféricos; 42,5% tinham o segundo grau completo; 38,2% eram aposentados ou não tinham profissão definida. A renda per capita de 48,9% era de até um salário mínimo e 19,1% não percebiam qualquer rendimento. Quanto aos sentimentos relacionados à doença, 38,3% referiram aceitação, 21,3% revolta, 17% tristeza; 46,8% relatavam, após o diagnóstico, mudança para pior em relação ao trabalho e 31,9% em relação ao lazer. Verificou-se neste estudo que a DF reflete negativamente nas atividades laborais e na qualidade de vida do paciente. Contudo, as dificuldades no enfrentamento da doença, habitação precária, desemprego e/ou trabalho mal remunerado poderiam ser minimizadas com acompanhamento social e psicoterápico adequados, que deveriam ser disponibilizados a todo doente falciforme.

Palabras llave : Anemia falciforme; epidemiologia; qualidade de vida.

        · resumen en Inglés     · texto en Portugués     · pdf en Portugués