SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.7 issue5Lactacidemic levels during water polo game: preliminary study author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Abstract

SIMAO, Roberto; MONTEIRO, Walace David  and  ARAUJO, Claudio Gil Soares. Potência muscular máxima na flexão do cotovelo uni e bilateral. Rev Bras Med Esporte [online]. 2001, vol.7, n.5, pp. 157-162. ISSN 1517-8692.  http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922001000500003.

FUNDAMENTAÇÃO: Exercícios de fortalecimento muscular podem ser realizados de forma uni e bilateral, contudo, pouco é sabido sobre a potência muscular (PM) e a carga máxima (CM) nessas condições. OBJETIVO: Comparar a PM e a CM na flexão do cotovelo entre os dois braços e entre a soma (das ações unilaterais e os resultados obtidos pela execução simultânea do gesto motor). Desses dois resultados com aquele obtido simultaneamente pelos dois braços. METODOLOGIA: Submetemos 24 adultos jovens (14 homens) (PAR-Q negativo) e inexperientes no exercício de flexão de cotovelo ao teste de 1 RM - duas repetições em velocidade máxima na fase concêntrica com 3s de intervalo para cada carga -, com medida da potência (Fitrodyne, Bratislava), em cada braço e nos dois simultaneamente, em ordem randômica, para determinar a PM e a CM. METODOLOGIA: 24 adultos jovens (14 homens) (PAR-Q negativo) foram submetidos ao teste de 1-RM (exercício flexão de cotovelo) com o objetivo de avaliarmos a PM e CM, todos sem experiência prévia no exercício proposto. O protocolo consistia de duas tentativas, com intervalo de 3s entre as mesmas, quando o avaliado procurava imprimir o máximo de velocidade possível na fase concêntrica do movimento, utilizando ações unilaterais e bilaterais definidas randomicamente. Utilizou-se para medir a potência em cada braço e nos dois simultaneamente o Fitrodyne (Bratislava). RESULTADOS: Os resultados para braço esquerdo e direito na CM - 29,3 ± 2,8 e 29,7 ± 2,9kg - e na PM - 106 ± 14 e 109 ± 12W - foram similares (p > 0,05) e fortemente associados (p > 0,94). Comparando a soma dos valores unilaterais com os da execução bilateral, a CM era 5% maior (p = 0,02) e a PM 5% menor (p = 0,053). CONCLUSÃO: Apesar de todos serem destros, não houve diferenças unilaterais em CM e PM, provavelmente devido à inexperiência nesse exercício (fatores neurais). A soma dos resultados unilaterais difere em 5% daquele obtido bilateralmente, mostrando, contudo, tendências opostas entre PM e CM, provavelmente refletindo uma limitação central na coordenação motora de um movimento complexo feito em máxima velocidade e com carga relativamente alta.

Keywords : Potência muscular máxima; Exercícios unilaterais e bilaterais; Treinamento contra-resistência; Fortalecimento muscular; Déficit bilateral.

        · abstract in English     · text in Portuguese     · pdf in Portuguese