SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.16 issue1Standardization of an experimental periodized training protocol in swimming ratsRelated aspects of aerobic training optimization for high performance author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Abstract

ALMEIDA, Jeeser Alves de et al. Validade de equações de predição em estimar o VO2max de brasileiros jovens a partir do desempenho em corrida de 1.600m. Rev Bras Med Esporte [online]. 2010, vol.16, n.1, pp. 57-60. ISSN 1517-8692.  http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922010000100011.

O objetivo deste estudo foi analisar a validade da equação proposta por Cureton et al. (1995) "VO2peak = -8.41 (MRW) + 0.34 (MRW)2 + 0.21 (Age x Gender) -0.84 (BMI) + 108.94" em estimar o VO2max de brasileiros jovens a partir de um teste de 1.600 metros, e sugerir uma equação de predição que seja específica para essa população. Participaram do estudo 30 homens fisicamente ativos (23 ± 3,1anos; 74,8 ± 5,8kg; 1,78 ± 0,05m; 49,8 ± 6,5mL.kg-¹.min-1) que foram submetidos a um teste incremental máximo (TI) em esteira e um teste de desempenho em corrida de 1.600 metros. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: G1 - para gerar uma equação de predição específica para VO2max de brasileiros jovens e G2 - para aplicar ambas as equações a fim de analisar suas validades. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas entre o VO2max determinado diretamente no TI (50,1 ± 7,1mL.kg-¹.min-¹) e os valores de VO2max obtidos pela equação proposta por Cureton et al. (44,2 ± 6,5mL.kg-¹.min-¹) com baixa correlação entre elas (r = 0,21). A relação entre VO2max e velocidade em corrida de 1.600m obtidos no G1 resultou na seguinte equação de predição: (VO2max = 0,177 * 1.600Vm(m.min-1) + 8,101). Quando essa nova equação foi aplicada nos participantes do G2, o VO2max predito (50,1 ± 7,2mL.kg-¹.min-¹) não diferiu do VO2max determinado diretamente (50,1 ± 7,1mL.kg-¹.min-¹) com alta correlação entre eles (r = 0,81). Assim, concluímos que a equação de Cureton et al. (1995), elaborada a partir de resultados de amostra norte-americana, subestimou o VO2max de brasileiros jovens e fisicamente ativos. Por outro lado, a equação proposta no presente estudo se mostrou válida para estimar o VO2max através do teste de desempenho de 1.600 metros para a população estudada.

Keywords : teste de campo; consumo de oxigênio; avaliação indireta.

        · abstract in English     · text in Portuguese     · pdf in Portuguese