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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Resumo

LEPORACE, Gustavo et al. Especificidade da atividade mioelétrica no agachamento excêntrico declinado em 25º e no agachamento padrão com diferentes sobrecargas. Rev Bras Med Esporte [online]. 2010, vol.16, n.3, pp.205-209. ISSN 1517-8692.  https://doi.org/10.1590/S1517-86922010000300010.

OBJETIVO: O objetivo neste estudo foi comparar a atividade mioelétrica entre o agachamento unilateral declinado e o agachamento unilateral em superfície plana, no deslocamento vertical de duas diferentes quantidades de massa. PARTICIPANTES: Um grupo de oito sujeitos treinados recreacionalmente sem sinais e sintomas de lesões nas extremidades inferiores. PROCEDIMENTOS: Em dias separados, os sujeitos realizaram dois tipos distintos de agachamento unilateral na fase descendente, diferenciados em função da direção da base de sustentação, sendo uma horizontal e outra inclinada a 25°. Os dois tipos de agachamento foram realizados com dois valores de carga, com o peso do próprio corpo e com sobrecarga representativa de 15 repetições máximas (15RM). MENSURAÇÕES: As atividades mioelétricas do reto femoral, vasto lateral, posteriores de coxa mediais (semimembranoso e semitendinoso) e gastrocnêmio medial foram mensuradas nas quatro situações de teste. RESULTADOS: O grupamento muscular quadríceps mostrou-se sensível à magnitude do ângulo de inclinação da plataforma, manifestando maior atividade no agachamento declinado, e não apresentou aumentos na ativação muscular como resposta ao aumento da carga. Os músculos mediais posteriores da coxa e o gastrocnêmio medial não se mostraram sensíveis à angulação da plataforma nem ao aumento da sobrecarga. Apesar das taxas de co-contração não serem semelhantes entre as quatro situações testadas, as diferenças entre elas não se mostraram estatisticamente significativas. CONCLUSÃO: Os resultados confirmaram a maior ativação do quadríceps gerada no agachamento declinado em comparação ao agachamento realizado em superfície plana, sugerindo que esse exercício pode constituir uma alternativa para programas de reabilitação da tendinopatia patelar. Apesar de não termos encontrado diferenças estatisticamente significativas em relação à co-contração muscular, os achados sugerem que esse exercício deve ser utilizado com cautela, já que o sinergismo muscular entre os músculos testados mostrou-se alterado em decorrência de modificações no status direcional da superfície de apoio, o que pode comprometer a especificidade da exercitação em relação a atividades específicas, como as esportivas, nomeadamente quanto ao aspecto coordenação.

Palavras-chave : biomecânica; agachamento declinado; agachamento padrão; EMG; comportamento motor.

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