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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692On-line version ISSN 1806-9940

Abstract

ESTEVAM, Dayane de Oliveira et al. Efeitos do resfriamento e aquecimento articular no desempenho funcional do ombro. Rev Bras Med Esporte [online]. 2015, vol.21, n.3, pp.168-172. ISSN 1517-8692.  http://dx.doi.org/10.1590/1517-869220152103144096.

INTRODUÇÃO:

Um dos recursos mais utilizados na reabilitação de lesões musculoesqueléticas é a termoterapia por subtração de calor (crioterapia), enquanto a termoterapia por adição de calor é considerada o procedimento mais antigo de reabilitação física. Entretanto, há poucas evidências que tenham investigado os efeitos desses recursos sobre o desempenho de membros superiores.

OBJETIVO:

Comparar o efeito do resfriamento e do aquecimento articular sobre o desempenho funcional do membro superior.

MÉTODOS:

Trinta e quatro voluntários (22,23 ± 2,17 anos; 22,39 ± 2,53 kg/m2), de ambos os sexos, foram divididos aleatoriamente em um dos três grupos: 1) grupo crioterapia GCR (n=10): submetidos ao resfriamento articular por compressas frias; 2) grupo termoterapia - GTE (n=10): submetidos ao aquecimento articular por ondas curtas e 3) grupo controle - GCO (n=14), não submetidos a qualquer intervenção. Os voluntários foram avaliados, pré e pós-intervenção, quanto ao desempenho funcional de membros superiores por meio dos testes de estabilidade da extremidade superior em cadeia cinética fechada (TEESCCF) e das condições de equilíbrio em apoio bimanual sobre o baropodômetro. Ainda, os voluntários foram avaliados quanto ao desempenho funcional virtual por meio do jogo Mario Kart (Nintendo Wii (r) ).

RESULTADOS:

Houve melhora significativa nos valores pós-intervenção no TEESCCF para o GCR (p<0,001), GTE (p=0,002) e GCO (p=0,01). Não houve alteração significativa na área de deslocamento do centro de pressão na condição de olhos abertos, nos três grupos (p>0,05). Entretanto, na condição de olhos fechados, houve piora de desempenho para GTE (p=0,04) e melhora de desempenho para o GCO (p=0,02). Não houve alteração significativa no desempenho funcional virtual para os três grupos (p>0,05).

CONCLUSÃO:

Embora não tenha favorecido o desempenho funcional em todos os testes reais e virtuais utilizados, o resfriamento articular foi mais efetivo que o aquecimento articular para manter o desempenho muscular do membro superior, especialmente nas condições de equilíbrio sobre membros superiores na condição de olhos fechados.

Keywords : diatermia; agentes de resfriamento; equilíbrio postural; extremidade superior.

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