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Brazilian Journal of Biology

Print version ISSN 1519-6984

Abstract

ARAUJO, F. G.  and  SANTOS, L. N.. Distribuição da associação de peixes no Reservatório de Lajes, RJ. Braz. J. Biol. [online]. 2001, vol.61, n.4, pp. 563-576. ISSN 1519-6984.  http://dx.doi.org/10.1590/S1519-69842001000400006.

A distribuição espacial da taxocenose de peixes do Reservatório de Lajes, um represamento de 30 km2 no Estado do Rio de Janeiro (Lat. 22o42'-22o50'S; Long. 43o53'-44o05'W), foi analisada visando detectar eventuais padrões de uso dos habitats disponíveis pelos peixes. Amostragens mensais padronizadas entre janeiro e dezembro de 1994 foram realizadas em três zonas do reservatório (alta, próxima à entrada de tributários, intermediária e baixa, próxima à barragem). Os peixes foram capturados com redes de espera (50 m comprimento por 3 m altura), com malhas variando de 25 a 45 mm entre nós adjacentes e tempo de permanência de 12 horas. Foi capturado um total de 5.089 peixes, compreendendo 15 espécies, 14 gêneros e 9 famílias. Loricariichthys spixii, Astyanax bimaculatus, Parauchenipterus striatulus, Astyanax fasciatus parahybae, Oligosarchus hepsetus, Rhandia parahybae, Hypostomus affinis e Geophagus brasiliensis foram as espécies mais abundantes, contribuindo individualmente com mais de 1% da abundância total. Loricariichthys spixii foi a espécie dominante, contribuindo com mais de 80% do número e biomassa total dos peixes. A zona alta apresentou maiores valores para número de indivíduos, espécies e biomassa, embora algumas espécies tenham demonstrado diferenças nesse padrão geral. Loricariichthys spixii e Rhamdia parahybae foram mais abundantes na zona alta, contudo não foram detectadas diferenças espaciais na abundância para as demais espécies. Não foram detectadas associações bem definidas entre as variáveis ambientais de temperatura, pH, transparência e nível da água e a ocorrência de peixes. Em geral, a maioria dos peixes utiliza as diferentes zonas do reservatório sem indicações de separação espacial. A elevada dominância de L. spixii, a redução de espécies reolíficas, como Leporinus copelandii e Cyphocharax gilberti, e a presença de espécies introduzidas, como Cichla monoculus e Tilapia rendalli, são indicações de efeitos antrópicos na comunidade de peixes.

Keywords : reservatórios; comunidade de peixes; peixes de água doce; distribuição espacial; ictiofauna.

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