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Brazilian Journal of Biology

versão impressa ISSN 1519-6984versão On-line ISSN 1678-4375

Resumo

ROCHA, CFD. et al. Os remanescentes dos hábitats de restinga na Floresta Atlântica do estado do Rio de Janeiro, Brasil: perda de hábitat e risco de desaparecimento. Braz. J. Biol. [online]. 2007, vol.67, n.2, pp.263-273. ISSN 1519-6984.  http://dx.doi.org/10.1590/S1519-69842007000200011.

As restingas, que são hábitats de dunas e planícies arenosas cobertas por vegetação herbáceo-arbustiva e que ocorrem na costa do Brasil, no passado cobriam uma grande extensão da costa do Estado do Rio de Janeiro, mas têm sofrido uma extensiva degradação ao longo dos últimos cinco séculos. Utilizando imagens de satélite e mensurações no campo, identificamos os remanescentes de restinga no estado, registrando os fatores que causam sua degradação. Nós utilizamos dois mosaicos de cenas Landsat 7 ( resolução espacial de 15m e 30m) para localização e avaliação preliminar do estado de conservação dos remanescentes. Cada remanescente de restinga foi analisado no campo, sendo as áreas degradadas no interior da restinga mapeadas mais detalhadamente e subtraídas da área total do remanescente. Identificamos 21 áreas remanescentes de restinga, totalizando 105,285ha. O maior e menor remanescente de restinga foram Jurubatiba (25,141ha) e Itaipu (23ha), respectivamente. Identificamos 14 fontes de degradação, sendo as mais importantes delas: a remoção da vegetação para desenvolvimento imobiliário, o estabelecimento de espécies vegetais exóticas, a alteração do substrato original e a coleta seletiva de espécies vegetais de interesse paisagístico. Todas as áreas de restinga apresentaram porções com áreas degradadas devido à intensa pressão antrópica. Devido à intensa perda de hábitat e ocorrência de espécies endêmicas e/ou ameaçadas de extinção de vertebrados nas restingas, nós fortemente sugerimos a implementação de novas unidades de conservação para proteger estes frágeis remanescentes. Este tipo de hábitat está continuamente decrescendo e a maior parte dos remanescentes carece de proteção legal. Considerando a atual pressão humana sobre estes ambientes, grande parte deste hábitat é provável ser perdido se não forem tomadas medidas para sua proteção.

Palavras-chave : ecologia da paisagem; conservação; remanescentes de restinga; degradação do hábitat; extinção.

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