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Brazilian Journal of Biology

versão impressa ISSN 1519-6984

Resumo

BIANCHINI JR., I.; CUNHA-SANTINO, MB.  e  PANHOTA, RS.. Consumo de oxigênio da decomposição de macrófitas aquáticas do reservatório da usina hidrelétrica Piraju (Piraju, SP, Brasil). Braz. J. Biol. [online]. 2011, vol.71, n.1, pp. 27-35. ISSN 1519-6984.  http://dx.doi.org/10.1590/S1519-69842011000100006.

Neste estudo foram descritas as cinéticas dos consumos de oxigênio dissolvido (OD) das mineralizações de 18 espécies de macrófitas aquáticas (Cyperus sp, Azolla caroliniana, Echinodorus macrophyllus, Eichhornia azurea, Eichhornia crassipes, Eleocharis sp1, Eleocharis sp2, Hetereanthera multiflora, Hydrocotyle raniculoides, Ludwigia sp., Myriophyllum aquaticum, Nymphaea elegans, Oxycaryum cubense, Ricciocarpus natans, Rynchospora corymbosa, Salvinia auriculata, Typha domingensis e Utricularia foliosa) do reservatório da Usina Hidrelétrica Piraju (São Paulo, Brasil). Para cada planta, duas incubações foram preparadas, com ca. 300,0 mg de planta (PS) em 1,0 L de água do reservatório. As incubações foram mantidas no escuro a 20 ºC. Periodicamente, as concentrações de oxigênio dissolvido (OD) foram determinadas; os consumos acumulados de OD foram ajustados a um modelo cinético de 1ª ordem e os resultados indicaram que: i) o consumo mais elevado foi observado na mineralização de Ludwigia sp (533 mg g-1 PS), enquanto que o menor foi registrado para os detritos de Eleocharis sp1 (205 mg g-1 PS); ii) os maiores coeficientes de desoxigenação foram verificados nas mineralizações de A. caroliniana (0,052 dia-1), H. raniculoides (0,050 dia-1) e U. foliosa (0,049 dia-1). Os coeficientes de desoxigenação das mineralizações de Ludwigia sp e Eleocharis sp2 foram os mais baixos (0,027 dia-1). Os tempos de meia-vida dos consumos de oxigênio variaram entre 9 e 26 dias. A curto prazo, os detritos de E. macrophyllus, H. raniculoides, Ludwigia sp, N. elegans e U. foliosa representam os recursos mais críticos para a demanda de oxigênio, enquanto que a longo prazo, A. caroliniana, H. multiflora e T. domingensis são os recursos que potencialmente mais podem contribuir para as demandas bentônicas do reservatório.

Palavras-chave : macrófitas aquáticas; consumo de oxigênio; decomposição; detritos; Usina Hidrelétrica Piraju; cinética.

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