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Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

versão impressa ISSN 1676-2444

Resumo

SILVA, Lilianne Brito da; GONCALVES, Romélia Pinheiro  e  RABENHORST, Sílvia Helena Barem. Análise dos haplótipos da anemia falciforme em Fortaleza revela as origens étnicas da população cearense. J. Bras. Patol. Med. Lab. [online]. 2009, vol.45, n.2, pp. 115-118. ISSN 1676-2444.  http://dx.doi.org/10.1590/S1676-24442009000200005.

Os haplótipos ligados ao gene da βS-globina foram analisados em uma amostra de 68 cromossomos de pacientes de Fortaleza, capital do Ceará, com anemia falciforme (AF), com a finalidade de fornecer informações sobre a distribuição das frequências dos haplótipos, contribuindo para o estudo das origens da formação étnica da população cearense. A distribuição dos haplótipos do gene da βS-globina foi 66,2% do tipo Bantu, 22% do Benin e 11,8% do atípico. Houve diferença estatisticamente significativa entre o presente estudo e os resultados de outros pesquisadores no Ceará. A distribuição das frequências dos haplótipos do gene da βS-globina no presente estudo está condizente com a história da formação da população brasileira. Conforme dados históricos sobre as origens da população negra trazida ao Ceará, o haplótipo Bantu seria o mais prevalente, seguido pelo Benin e Senegal. Estes resultados são relevantes para o estudo das rotas de tráfico dos escravos no Brasil e para entendermos as origens étnicas da população brasileira.

Palavras-chave : Haplótipos; βS-globina; Anemia falciforme.

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