SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.15 issue3Quality of life and occupational performance of patients subjected to epilepsy surgeryCross-cultural adaptation of the neurobehavior inventory (NBI) for Brazil author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology

Print version ISSN 1676-2649

Abstract

FERNANDES, Paula T.; NORONHA, Ana Lúcia A.; HANSEN, José Roberto  and  LI, Li M.. Percepção e atitudes sobre a epilepsia: ponto de vista dos profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Campinas. J. epilepsy clin. neurophysiol. [online]. 2009, vol.15, n.3, pp. 119-122. ISSN 1676-2649.  http://dx.doi.org/10.1590/S1676-26492009000300005.

INTRODUÇÃO: Epilepsia é uma condição muito comum em nossa sociedade, mas infelizmente ainda convive com lacunas no conhecimento, contribuindo para dificuldades no ajustamento psicossocial da pessoa com epilepsia. OBJETIVO: avaliar a percepção e as atitudes dos profissionais de saúde do SAMU-192 sobre a epilepsia. MATERIAL E MÉTODOS: este estudo foi realizado com profissionais que trabalham no SAMU-192 durante o VII Workshop AVC - Campinas realizado em novembro de 2007, no qual os participantes responderam a um questionário estruturado sobre epilepsia. RESULTADOS: Cento e quarenta e nove (149) pessoas responderam ao questionário (49,6% do sexo feminino e idade média de 37 anos - IC=21-59 anos). Quanto às especialidades temos 90 (60,4%) de profissionais de saúde em geral (enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas), seis (4,0%) de médicos e 53 (35,6%) de outras profissões técnicas (auxiliares de secretaria, motoristas). No geral, a maioria das pessoas tem um conhecimento adequado sobre epilepsia. Porém, algumas crenças ainda estão presentes. No que se refere à percepção, idéias erradas apareceram, como epilepsia é uma doença contagiosa, pessoas com epilepsia não podem praticar esportes ou trabalhar. Além disso, dúvidas referentes à gestação e ao tratamento da epilepsia também foram observadas. Com relação às atitudes durante uma crise epiléptica, apareceram: colocar algum objeto na boca do paciente, restringir movimentos do paciente ou dar álcool para a pessoa cheirar para poder interromper a crise. CONCLUSÃO: Neste contexto, são necessários programas de treinamento continuado para profissionais da área da saúde para melhorar a percepção e as atitudes perante esta condição, tirando assim a epilepsia das sombras.

Keywords : cuidado à epilepsia; serviço médico; profissionais da saúde; educação; atenção básica à saúde.

        · abstract in English     · text in English     · pdf in English