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Brazilian Journal of Plant Physiology

versión impresa ISSN 1677-0420

Resumen

HABERMANN, Gustavo; MACHADO, Silvia R.; GUIMARAES, Vandeir F.  y  RODRIGUES, João D.. Heliotropismo foliar em Styrax camporum Pohl, uma espécie do cerrado brasileiro: padrões distintos de trocas gasosas e estrutura foliar, porém com temperatura foliar e relações hídricas similares. Braz. J. Plant Physiol. [online]. 2008, vol.20, n.1, pp. 71-83. ISSN 1677-0420.  http://dx.doi.org/10.1590/S1677-04202008000100008.

Styrax camporum é uma espécie arbustiva comum dos cerrados do Estado de São Paulo, Brasil. Embora suas folhas não tenham pulvino morfologicamente delimitado, as folhas apicais são orientadas paralelamente à incidência da radiação solar (folhas paraheliotrópicas), especialmente às 1200 h. Folhas horizontais estáticas das partes basais dos ramos são orientadas perpendicularmente aos raios solares (folhas diaheliotrópicas). O significado ecofisiológico do fenômeno não foi ainda completamente elucidado. Investigou-se como o paraheliotropismo influencia a assimilação diária de CO2 (A) e outras taxas de trocas gasosas, relações hídricas, temperatura foliar (Tf) e suas relações com a estrutura da folha, avaliada por suas descrições anatômicas. Folhas paraheliotrópicas apresentaram maiores A e condutância estomática (gs), o que levou à maior taxa de transpiração (E) durante grande parte do dia. Todavia, não houve dados categóricos assegurando que estas respostas tenham determinado menor Tf para as folhas verticais, que ocorreu apenas às 1100 e 1600 h. Não houve nenhuma indicação de que Tf influenciou A, E ou gs. Entretanto, folhas diaheliotrópicas não assimilaram menos carbono por causa de estômatos mais fechados. Ambos os tipos foliares atingiram abertura estomática satisfatória e a mesma zona de resposta de gs resultou em concentrações de CO2 intercelular similares. Folhas paraheliotrópicas tiveram maior A sob elevadas irradiâncias, sugerindo evitação à elevada irradiância. Em ambos tipos de folhas, observou-se parênquima esponjoso compacto, representando maior capacidade fotossintética por unidade de área foliar. O paraheliotropismo de S. camporum não parece estar relacionado ao controle da temperatura foliar, mesmo no estressante hábitat do cerrado Brasileiro.

Palabras llave : cerrado Brasileiro; ecofisiologia; fotossíntese; movimentos foliares; Styracaceae; temperatura foliar; trocas gasosas.

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