Brazilian Journal of Otorhinolaryngology
versão impressa ISSN 1808-8694
Resumo
BAKOR, Silvia Fuerte et al. Desmineralização dentária de pacientes respiradores orais submetidos à expansão maxilar. Braz. j. otorhinolaryngol. (Impr.) [online]. 2010, vol.76, n.6, pp. 709-712. ISSN 1808-8694. http://dx.doi.org/10.1590/S1808-86942010000600007.
A respiração oral pode causar deformações na arcada dentária e representar risco a cáries e doenças periodontais, podendo ser agravado pela utilização de aparelhos fixos. OBJETIVO: Avaliar o grau de mineralização do esmalte dentário e a microbiota cariogênica bucal de respiradores orais que utilizaram disjuntores maxilares. MATERIAL E MÉTODO: Estudo prospectivo com 20 pacientes respiradores orais com atresia maxilar, idades entre 9 e 13 anos. A mineralização do esmalte dentário foi medida pela técnica de fluorescência, antes da instalação do disjuntor maxilar e após sua remoção. A microbiota cariogênica foi avaliada pelo No Caries®. Na análise estatística utilizamos o teste "t" (p<0,05), e a microbiota oral analisada por incidência. RESULTADOS: Houve diferença estatisticamente significante no grau de mineralização do esmalte dentário após a disjunção maxilar, com valor médio de 3,08. O teste colorimétrico demonstrou que 45% diminuiu e 15% aumentou o potencial à cárie dentária, sendo que 40% permaneceu inalterado após o uso do disjuntor maxilar. CONCLUSÃO: Houve diferença estatisticamente significante no grau de mineralização do esmalte dentário nos pacientes respiradores orais após a utilização de disjuntor, porém dentro da faixa de normalidade clínica, e um número pequeno de pacientes aumentou o potencial cariogênico durante o tratamento ortodôntico.
Palavras-chave : desmineralização do dente; lasers; respiração bucal; técnica de expansão palatina.












