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Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

Print version ISSN 1808-8694On-line version ISSN 1808-8686

Abstract

CORTES, Marina Carvalho S.; ROSARIO, Pedro Weslley; MOURAO, Gabriela Franco  and  CALSOLARI, Maria Regina. Influência da tireoidite linfocítica crônica sobre o risco de doença persistente e recorrente em pacientes com carcinoma papilífero de tireoide e anticorpos antitireoglobulina elevados após a terapia inicial. Braz. j. otorhinolaryngol. [online]. 2018, vol.84, n.4, pp.448-452. ISSN 1808-8694.  http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2017.05.005.

Introdução

Em pacientes com carcinoma papilífero de tireoide e com tireoglobulina sérica negativa após a terapia inicial, o risco de doença estrutural é maior entre aqueles com anticorpos antitireoglobulina elevados em comparação com pacientes sem anticorpos antitireoglobulina. Outros estudos sugerem que a presença de tireoidite linfocítica crônica está associada a um menor risco de persistência/recorrência do carcinoma papilífero de teireoide.

Objetivo

Este estudo prospectivo avaliou a influência da tireoidite linfocítica crônica sobre o risco de persistência e recorrência do carcinoma papilífero de tireoide em pacientes com tireoglobulina negativa, mas com anticorpos antitireoglobulinas elevados após a terapia inicial.

Método

Esse foi um estudo prospectivo, no qual foram selecionados pacientes com exame clínico sem anomalias; tireoglobulina basal < 1 ng/mL e anticorpos antitireoglobulina elevados 8-12 meses após ablação. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo A, com tireoidite linfocítica crônica no exame histológico; Grupo B, histologicamente sem tireoidite linfocítica crônica.

Resultados

O tempo de seguimento variou de 60 a 140 meses. Doença persistente foi detectada em 3 pacientes do Grupo A (6,6%) e em 6 do Grupo B (8,8%) (p = 1,0). Durante o seguimento, as recidivas foram diagnosticadas em 2 pacientes do Grupo A (4,7%) e em 5 do Grupo B (8%) (p = 0,7). Considerando tanto a doença persistente quanto a recorrente, doença estrutural foi detectada em 5 pacientes do Grupo A (11,1%) e em 11 do Grupo B (16,1%) (p = 0,58). Não houve nenhum caso de óbito relacionado à doença.

Conclusão

Nossos resultados não apoiam a hipótese de que a tireoidite linfocítica crônica esteja associada a um menor risco de doença persistente ou recorrente, pelo menos em pacientes com anticorpos antitireoglobulina persistentemente elevados após a terapia inicial do carcinoma papilífero de tireoide.

Keywords : Câncer de tireoide; Tireoidite linfocítica crônica; Antitiroglobulina elevada; Doença persistente e recorrente.

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