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Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas
versão impressa ISSN 1981-8122
Resumo
PEIXOTO, Rodrigo. Pactos territoriais e agências locais de desenvolvimento: a apropriação destes instrumentos ao território do Baixo Tocantins. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. [online]. 2006, vol.1, n.3, pp. 9-31. ISSN 1981-8122. http://dx.doi.org/10.1590/S1981-81222006000300001.
O desenvolvimento é, antes de tudo, político e exige mecanismos para a afirmação das vontades sociais. Tais mecanismos devem estar regulados por um corpo de normas criadas para confrontar interesses contraditórios, negociar acordos, implementar ações e avaliar resultados, tudo conforme escalas espaciais diversas. O desenvolvimento fundado na deliberação social pede metodologias e técnicas, para cuja formulação os pactos territoriais e as agências locais de desenvolvimento podem proporcionar inspiração. Nos contextos da Amazônia, a aplicação das normas serve para impedir a vigência da lei da selva, onde poderes fortes subjugam populações e pequenos produtores. Além de coibir abusos, as normas e metodologias servem também à promoção de processos virtuosos, no que tange ao emprego de novas tecnologias e ao incentivo de novas relações sociais e produtivas. O desenvolvimento e o seu planejamento é, pois, um problema de compatibilização de éticas políticas, normas técnicas e metodologias de emancipação social. Não existem prescrições universalmente válidas, mas certos princípios e instrumentos da política regional européia podem inspirar novas práticas na Amazônia
Palavras-chave : Pactos territoriais europeus; Cooperação internacional; Agências locais de desenvolvimento; Território do Baixo Tocantins; Conselho gestor do PDJUS.












