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Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas

Print version ISSN 1981-8122

Abstract

STRAUSS, André. Possibilidades e limitações interpretativas da Hipótese Saxe/Goldstein. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. [online]. 2012, vol.7, n.2, pp. 525-546. ISSN 1981-8122.  http://dx.doi.org/10.1590/S1981-81222012000200013.

A Hipótese Saxe/Goldstein foi gerada no seio da arqueologia processual e, como tal, pretendia-se capaz de reconstruir as dimensões sociais das populações pretéritas a partir do estudo de suas práticas mortuárias. Em sua forma original, ela afirmava que a emergência de cemitérios formais seria resultado de um aumento na competição por recursos vitais; o que, por sua vez, levaria à formação de grupos corporativos de descendência cujo objetivo seria monopolizar o acesso a esses recursos; e esse monopólio seria legitimado invocando a descendência dos ancestrais. Posteriormente, uma nova versão foi proposta, na qual a ênfase era a relação entre a presença de cemitérios formais e os padrões de mobilidade dos grupos humanos. Neste trabalho, a elaboração dessa hipótese é revista de forma crítica, discutindo suas transformações ao longo dos últimos 40 anos e identificando contradições que, até então, haviam passado despercebidas. Por fim, os registros arqueológicos dos sambaquis brasileiros e dos abrigos da região de Lagoa Santa são usados para mostrar que a ausência de uma posição crítica em relação à Hipótese Saxe/Goldstein pode acarretar interpretações impróprias do registro arqueológico.

Keywords : Arqueologia da Morte; Lagoa Santa; Sambaqui; Territorialidade; Padrões de mobilidade.

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